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Até morrer, Steve Jobs odiou Eric Schmidt, mas ele fez as pazes com Larry Page
São Paulo — Em sua biografia de Steve Jobs publicada no ano passado, Walter Isaacson conta que o empresário odiava o Android e queria aniquilá-lo a qualquer preço. Nesta semana, porém, Larry Page declarou à revista Business Week que o ódio de Jobs era teatral. “Aquela atitude atendia aos interesses deles”, disse o CEO do Google. A afirmação foi prontamente refutada por Isaacson, para quem não havia nada de fingimento no comportamento de Jobs.
Isaacson fez uma apresentação nesta quarta-feira na Royal Institution, organização britânica voltada para a divulgação científica. Lá, ele comentou a declaração de Page, como relata o noticiário Cnet. Segundo o biógrafo, Jobs já se sentia magoado com a Microsoft, que ele acusava de ter copiado o sistema operacional do Mac no Windows.
Ele via, na expansão do Android, uma repetição da história do Windows, agora no campo dos smartphones e tablets. Para ele, o Google simplesmente copiou o iPhone. Ver o Android crescer e se tornar o liderar o mercado o deixava enfurecido. Frases citadas por Isaacson em seu livro não deixam dúvidas sobre isso:
“Vou gastar até meu último suspiro se for necessário. Vou gastar cada centavo dos 40 bilhões de dólares que a Apple tem no banco para resolver isso. Vou destruir o Android por que ele é um produto roubado. Vou mover uma guerra termonuclear”, disse Jobs. Em sua palestra na Royal Institution, Isaacson mencionou mais uma frase do empresário, não incluída no livro: “Não é uma questão de dinheiro. Eles não podem me pagar. Eu quero é destruí-los.”
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