10 dicas para fugir de golpes em compras online

Junto das ofertas, também vem um crescimento nas tentativas de golpes, que visam roubar algum dinheiro ou mesmo dados de compradores mais desavisados

São Paulo – O Dia dos Pais está chegando, e como em todas essas datas comemorativas, promoções e mais promoções aparecem pela web visando atrair a atenção de quem busca um presente.

Mas junto das ofertas, também vem um crescimento nas tentativas de golpes, que visam roubar algum dinheiro ou mesmo dados de compradores mais desavisados.

São, especialmente, ataques seguindo táticas de phishing, como apontou a INFO o especialista da McAfee Thiago Hyppolito.

E os mais comuns, segundo ele, são aqueles que usam páginas falsas de lojas online.

Nelas, as vítimas são estimuladas a digitar informações e dados do cartão, como se estivessem fazendo uma compra legítima – de um produto que acabam nunca recebendo.

Esse aumento nos golpes é estimulado não só pelo crescimento ocasionado pelos feriados, mas também pela expansão do mercado de e-commerce brasileiro como um todo.

Segundo uma pesquisa recente da E-Bit, só no primeiro semestre de 2014, o setor cresceu 26% em relação ao mesmo período do ano passado, com faturamento batendo a marca dos incríveis 16 bilhões de dólares, alta de 21% em relação a 2013.

A tendência é que esses números cresçam ainda mais, empurrados especialmente pelo aumento nas compras feitas em dispositivos móveis.

E como o aumento deve atrair ainda mais a atenção de cibercriminosos, é bom saber como identificar e fugir de golpes. Então, com uma contribuição da McAfee, fizemos um resumo com 10 dicas para ajudar você. Confira as sugestões a seguir.

1 – A empresa de segurança recomenda nunca acreditar logo de cara em ofertas “boas demais para ser verdade”, algo que já foi reforçado por um executivo da AVG.

Se a promoção aparece no site de uma loja que você não conhece, “verifique sempre o endereço físico e o número de telefone” da empresa, para não acabar enganado por um fantasma.

2 – Se esses dados apontarem para uma loja que realmente existe, vale procurar depois por avaliações de outros clientes “para verificar os antecedentes”, como escreve a McAfee. Sites como o ReclameAqui podem ser um bom ponto de partida para isso.

3 – Ainda que a oferta pareça estar no site de uma marca conhecida, tome cuidado. Erros ortográficos na descrição já são motivos para desconfiar de uma página falsa, clonada.

E se você ainda notar fotos e logotipos em baixa resolução, alterações (mesmo pequenas) no endereço ali da barra superior, e falta de um HTTPS (o cadeado verde) na página da compra, fuja.

Um “walmartfifa2014.com.br” não tem nada a ver com o “walmart.com.br” de verdade, como vimos em um exemplo recente.

4 – “É bom também sempre desconfiar das mensagens que chegam por e-mails de sites que você não costuma acessar”, diz Hyppolito. Esses anúncios de promoções não solicitados já costumam parar automaticamente na caixa de spam, o que é outro motivo para não botar muita fé nelas. Aliás, mesmo mensagens que chegam de remetentes conhecidos, com links ou anexos, não são 100% confiáveis – e o ideal mesmo é até checar com a pessoa se foi ela mesma quem enviou.

5 – Segundo a McAfee, é bom utilizar um cartão de crédito para efetuar o pagamento de uma compra online. “Eles oferecem melhor proteção contra fraude do que os de débito”, diz a empresa – e você pode cancelá-los antes que o dinheiro saia da conta. Ter um cartão separado só para isso, com limite baixo, ou usar serviços de pagamento online, como PagSeguro e BoaCompra, também são opções.

6 – Não faça compras em computadores públicos, que podem já estar infectados com algum malware. E evite também redes Wi-Fi abertas e desprotegidas, tanto no PC ou notebook quanto nos smartphones e tablets – elas são tentadoras, mas alguém pode muito bem interceptar o tráfego e ver o que você está fazendo no seu dispositivo.

7 – Na hora de criar uma conta em uma loja online, utilize senhas fortes, que sejam longas e combinem números, letras e símbolos.

Se acha que corre o risco de esquecê-las, soluções como o LastPass, o KeePass, o Key ou o Vault servem como cofres e podem ajudar a mantê-las protegidas por combinação-mestra.

Aliás, não programe o computador para memorizar essas palavras-chave – é melhor guardá-las com você. E o conselho vale também para números de cartões de crédito.

8 – É bom também ter um antivírus instalado na máquina utilizada. A solução pode detectar e barrar malwares que tentarem infectar o computador e atrapalhar na hora de fazer compras – e, em alguns casos, até alertar que o site em que você está é falso.

9 – A mesma sugestão também pode valer para smartphones e tablets, especialmente se você costuma baixar e instalar apps por fora das lojas oficiais – Google Play e Amazon App Store, no caso do Android. Como explica Hyppolito, como a adoção desses dispositivos acontece cada vez mais cedo, nem todos estão cientes dos riscos oferecidos por certas práticas – e ainda “deve levar alguns anos para que essa conscientização ocorra”.

10 – Por fim, fechada a aquisição, “guarde uma cópia do número do pedido e do recibo da compra e tome nota do cartão de crédito que foi usado”, recomenda a empresa de segurança.