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Dinheiro | 19/05/2012 08:00

7 tabus que você não quer abordar, mas deveria

Como se preparar para os percalços financeiros que afetam o emocional e a família

 

3. E se você morrer acidentalmente ou ficar inválido?

Como seu marido ou mulher se viraria se você morresse hoje? Quem pagaria a educação dos seus filhos ou a prestação da casa? Pensar na própria morte ou de seus entes queridos é incômodo, mas faz parte da preocupação amorosa em relação à família. E garantir-lhes meios de prosseguir a vida normalmente é fundamental.

Faça um seguro de vida, para garantir à sua família os meios de passar pelos primeiros dois ou três anos sem você. Para escolher o valor da cobertura, você deve calcular suas despesas anuais e incluir eventuais custos de inventário – em caso de morte acidental, certamente não terá havido tempo de fazer planejamento sucessório. Se seus filhos estiverem em idade escolar, é importante reforçar a cobertura. Se você tiver financiamentos não cobertos por um seguro prestamista, lembre-se de incluí-los na apólice. É interessante incluir cobertura para invalidez, pois em um caso como esse, o custo para a família será certamente maior.

Quem tiver filhos menores de idade deve ainda se preocupar em designar como tutor uma pessoa de extrema confiança, caso os pais faltem antes que as crianças completem 18 anos. Além do seguro de vida, também não entram em inventário quantias acumuladas em planos de previdência tipo VGBL e uma conta poupança conjunta com o tutor. O seguro de vida, porém, não depende de terceiros e provavelmente será mais barato. Uma apólice de 100.000 reais com cobertura por morte e invalidez custaria cerca de 30 reais por mês a uma pessoa de 30 anos de idade, e 45 reais por mês a uma pessoa de 40 anos.

Veja como escolher a cobertura para o seu seguro de vida.

4. E se ocorrer uma morte na família?

O tabu de se falar sobre morte é tão grande que pouca gente sabe quais são os custos envolvidos quando ocorre um falecimento na família. Só um túmulo simples, para uma pequena família, custa no mínimo uns 6.000 reais na Grande São Paulo, enquanto um caixão bem simples custa entre 500 e 700 reais, fora todos os custos da cerimônia.

Caso a morte na família seja repentina ou ocorra em um momento de fragilidade financeira, o baque nas finanças pode ser grande, e a mistura com o abalo emocional tornará o momento ainda mais difícil. De acordo com João Lopes, diretor-presidente do cemitério Colina dos Ipês, em Suzano (SP), um funeral simples na cidade de São Paulo ou arredores pode custar cerca de 2.000 reais, sem incluir o túmulo.

Além do colchão financeiro e do seguro de vida, outra opção para horas como essa são os planos funerários. Eles incluem toda a cerimônia e podem beneficiar até dez pessoas, entre os titulares, os descendentes diretos e os ascendentes. O custo médio de um plano na cidade de São Paulo é de 70 reais por mês. “No interior, custa de 25 a 30 reais, e na Colina dos Ipês, custa 55 reais”, diz Lopes. Para as famílias sem jazigo, o plano pode incluir uma gaveta temporária, por quatro anos.

Outra opção é contratar antecipadamente um funeral que poderá ser usado por qualquer membro da família. Na Colina dos Ipês, por exemplo, o custo desse serviço é de 3.500 reais, que podem ser parcelados em até 36 vezes.

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