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São Paulo - Os gastos com saúde não devem dar trégua aos brasileiros nos próximos anos. Enquanto a inflação medida pelo IPCA foi de 5,1% de abril de 2009 a março de 2010, a variação dos custos médico-hospitalares mais do que dobrou nesse mesmo período, chegando a 11,6%. Elaborado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o índices costuma balizar o reajuste anual dos planos de saúde coletivos, maioria esmagadora dos contratos fechados no país. E ao que tudo indica, o hiato não deve diminuir.
Para os especialistas, o avanço da tecnologia e o envelhecimento da população estão no cerne desse fenômeno. "Até os Estados Unidos, que sofreram uma recessão violenta e não tiveram inflação alguma, viram os planos aumentarem cerca de 7%", afirma Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge). Se cresce a expectativa de vida, naturalmente aumenta a utilização dos serviços de saúde. "Os idosos apresentam doenças crônicas e, por isso, demandam custos médicos que são de seis a dez vezes superiores aos das pessoas em outras faixas etárias", diz. Além disso, a introdução de novos e modernos tratamentos faz com que os preços subam bem mais que a inflação.
Veja em que situações viver mais e melhor pesa no bolso do paciente brasileiro:
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