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Aplicações | 24/02/2012 07:30

Siga a fórmula da Coca-Cola para lucrar ao investir

Empresa revela que investe cerca de 3 bilhões de dólares em aplicações financeiras no Brasil para aproveitar os juros altos

João Sandrini, de
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AFP

Funcionário chinês descarrega coca-cola

Coca-Cola: na hora de investir o caixa, até eles vêm para o Brasil aproveitar os juros altos

São Paulo – Além de possuir a fórmula secreta do refrigerante mais vendido do mundo, a Coca-Cola também já descobriu a receita para ganhar dinheiro com baixo risco no mercado financeiro. A empresa informou que investe nada menos do que 3 bilhões de dólares em aplicações financeiras no Brasil para aproveitar as altas taxas de juros.

Segundo reportagem do Wall Street Journal, o diretor financeiro da empresa, Gary Fayard, informou que a Coca possui 13 bilhões de dólares em caixa. Desse total, 10 bilhões de dólares estão investidos fora dos Estados Unidos, onde as taxas de juros estão nos menores patamares em décadas.

Os títulos do governo americano com prazo de vencimento em dez anos, por exemplo, oferecem uma rentabilidade de apenas 2,03% ao ano, segundo dados do Tesouro dos Estados Unidos. Já os títulos do Tesouro Nacional vendidos no Brasil com vencimento em 2021 rendem 11,03% - ou mais do que cinco vezes mais. “Os juros que estamos coletando no Brasil são bem altos”, disse o diretor financeiro da Coca, segundo o jornal.

Os retornos são tão elevados que compensam até mesmo a alta carga tributária imposta pelo governo brasileiro para conter uma avalanche de aplicações desse tipo. Mário Shingaki, tributarista do escritório Vaz, Barreto, Shingaki & Oioli Advogados e professor da FIA, explica que os estrangeiros são isentos de Imposto de Renda para aplicações diretas em títulos públicos no Brasil

Já quando aplicam em CDB ou fundos de renda fixa, os estrangeiros estão sujeitos a uma alíquota de 15% sobre os lucros – ainda inferior à média cobrada dos brasileiros. Em compensação, multinacionais que aplicam em renda fixa devem pagar uma alíquota de 6% em Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) já na entrada dos recursos no país.

Essa espécie de “pedágio” praticamente inviabiliza aplicações de curto prazo em títulos públicos, mas não tira a atratividade dos investimentos de vários anos se for considerada a grande diferença dos juros brasileiros e dos países desenvolvidos.

Comentários (1)  

PAULO RENATO CORREA MONTEIRO

Mais tem várias empresas que fazem isso, nacionais e multi. A massa assalariada que paga isso tudo.

24.02.2012 | Ler comentário completo |  

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