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Abrir conta em outra instituição para aplicar no Tesouro Direto ou em CDBs pode ser o melhor caminho
São Paulo – Os custos dos serviços bancários e a busca por comodidade muitas vezes levam os investidores a concentrarem suas aplicações financeiras no banco, aceitando as sugestões dos gerentes. Nessas horas, os CDBs parecem uma saída fácil, segura e barata para quem quer investir em renda fixa sem o trabalho de se cadastrar no Tesouro Direto ou os altos custos dos fundos de investimento.
Acontece que nem sempre a rentabilidade oferecida pelo banco é favorável ao investidor, podendo ficar muito atrás daquela oferecida pelos títulos públicos equivalentes, sejam eles pré ou pós-fixados. No caso dos CDBs pós, por exemplo, raramente um banco grande chegará a pagar 100% do CDI, enquanto que as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) facilmente beiram esse valor.
Outro fator que se deve levar em conta é o risco da aplicação. Títulos públicos são garantidos pelo governo federal, sendo o tipo de aplicação mais segura que existe para qualquer valor. CDBs, por sua vez, possuem apenas a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) num valor de até 70.000 reais por CPF em cada instituição. “Se o CDB não remunera acima do Tesouro Direto, o investidor está pagando para correr risco. Qualquer aplicação deveria pagar mais juros que o Tesouro”, diz planejador financeiro Beto Veiga.
Mesmo assim, não se deve assumir que o Tesouro Direto é sempre mais vantajoso que os CDBs. Primeiro porque não são todos os CDBs que oferecem remuneração menor que o título público equivalente. Em bancos pequenos e médios é possível investir em CDBs que pagam taxas superiores, de mais de 100% do CDI no caso dos pós-fixados. Em alguns bancos é possível investir de forma direta, pela internet, da mesma forma que no Tesouro Direto. Respeitando-se o limite de 70.000 reais por CPF, a aplicação é bastante segura.
Segundo porque, ao aplicar em CDBs, o investidor não paga taxa de administração ou custódia, ao contrário do que ocorre com o Tesouro Direto. Algumas corretoras isentam os clientes da taxa de administração – que pode variar de 0,05% a 1% ao ano – mas mesmo assim existe uma taxa de custódia obrigatória, de 0,3%, para à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).
Para saber o que é mais vantajoso – se CDBs ou títulos públicos – o investidor deve levar em conta os custos do Tesouro Direto e a real vantagem de abrir conta em outra instituição financeira. Com alguns cálculos simples, é possível comparar os CDBs prefixados com as Letras do Tesouro Nacional (LTNs), bem como os CDBs pós-fixados com as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), e descobrir quanto é necessário pedir de remuneração para o CDB para que este supere o Tesouro Direto.
As comparações nas páginas a seguir foram preparadas pelo consultor Beto Veiga, e estão disponíveis no seu e-book sobre Tesouro Direto. Esses cálculos só são válidos para aplicações superiores a um ano, e não levam em conta títulos públicos de prazos mais longos ou com outras formas de indexação, que não têm comparativos válidos.
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