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Investidor deve respeitar a queda mínima na taxa de administração
São Paulo – A queda da taxa Selic para o patamar mais baixo da história obrigou os cotistas dos fundos DI a reavaliar se seus fundos continuam sendo mais vantajosos que a poupança, ainda que a caderneta tenha ficado menos rentável. Mas mesmo quem percebeu que está comprando gato por lebre pode titubear na hora de mudar para um fundo com taxa de administração mais baixa, porque a mordida do IR no resgate pode levar o investidor a questionar se a mudança realmente vale a pena.
À medida que a taxa Selic é reduzida, vai ficando mais difícil para os fundos DI e de renda fixa manterem sua competitividade frente à poupança. A mordida do Leão e a taxa de administração, custos ausentes na caderneta, vão se tornando mais pesados, enquanto que a rentabilidade míngua. Quando a taxa de administração é muito alta, o fundo DI pode render até menos que a poupança, mesmo pelas atuais regras de rendimento da caderneta: 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR) quando a Selic é menor ou igual a 8,5%.
Com a Selic atual, aplicações realizadas há mais de dois anos – sujeitas à menor alíquota de IR sobre os ganhos – já têm um rendimento líquido menor que o da poupança quando a taxa de administração do fundo for superior a 1,6% ao ano, o que não é impossível de se encontrar no mercado. No curto prazo (até seis meses), o ganho da poupança já fica superior ao rendimento dos fundos com taxa de administração superior a 0,8% ao ano. Isso porque, para este prazo, a alíquota de IR sobre o rendimento é de 22,5%.
A fim de se manter seus fundos competitivos, algumas instituições financeiras vêm baixando as taxas de administração cobradas, embora às vezes a redução seja insuficiente. BB, Caixa e Bradesco, por exemplo, já o fizeram. Para especialistas, fundos conservadores de renda fixa não deveriam ter taxa de administração maior que 1% ao ano. Para o investidor pessoa física é mais difícil encontrar taxas tão baixas, especialmente nos grandes bancos, mas já existem fundos de gestoras independentes que praticam taxas bem competitivas, aceitando aportes de baixo valor.
Vale a pena migrar para um fundo mais barato?
Sim, desde que sejam observados percentuais mínimos de redução da taxa de administração de um fundo para outro. Esses percentuais são bem baixos – no pior cenário possível, a redução mínima precisa ser de apenas 0,6%. Então, se o seu fundo cobra uma taxa realmente alta – há fundos DI que custam 4,5% ou 5% ao ano – não será difícil encontrar um fundo bem mais barato faça a mudança compensar.
Esse cuidado é necessário porque, ao resgatar suas cotas para depositar o dinheiro em outro fundo, o investidor deve pagar IR sobre seus rendimentos, o que já leva embora parte do que foi acumulado. Se o resgate for feito todo de uma vez, a rentabilidade referente a cada depósito será tributada de acordo com o tempo que o valor depositado permaneceu no fundo. Ou seja, a rentabilidade do que foi depositado há mais de dois anos será tributada à alíquota de 15%; já os rendimentos dos depósitos mais recentes levarão uma mordida de 22,5%.
Tabela de IR sobre os ganhos de aplicações financeiras:
| Tempo da aplicação | Alíquota |
|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% |
| De 181 a 360 dias | 20,0% |
| De 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15,0% |
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