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Novidades | 02/06/2012 08:00

Investir no Tesouro Direto ficou mais fácil e mais barato

Mudanças que entram em vigor neste sábado incluem cortes de taxas e ferramentas para programar a compra e a venda de títulos

SXC/SXC

Lembrança

Investidor não precisa mais se lembrar de negociar títulos; basta agendar operações

São Paulo – A partir das 16 horas deste sábado (2 de junho), quem investe em títulos públicos via Tesouro Direto terá a seu dispor novas funcionalidades que tornam a aplicação mais fácil e barata para quem investe periodicamente e com vistas ao longo prazo. Foram alterados os valores mínimo e máximo de aplicação em um único mês, e reduzidos os custos de negociação para quem reinvestir juros e vencimentos. Além disso, foram introduzidas três novas funcionalidades: a possibilidade de programar compras e vendas e de reinvestir automaticamente os ganhos.

O Tesouro Direto é um sistema desenvolvido pelo Tesouro Nacional para possibilitar às pessoas físicas a compra e a venda de títulos públicos sem necessidade da intermediação de um fundo de renda fixa. A negociação de títulos funciona à semelhança das negociações de ações. Para investir, é necessário abrir uma conta em uma corretora habilitada para acessar o sistema do Tesouro Direto, e algumas instituições têm esse sistema integrado ao próprio home broker. Entenda como investir no Tesouro Direto.

Por enquanto, apenas 13 das 45 instituições financeiras que oferecem o Tesouro Direto disponibilizaram as novas funcionalidades aos clientes: Banif, BES Securities Brasil, Corval, Diferencial, Elite, Escritório Lerosa, HSBC, Interbolsa, Novinvest, Oliveira Franco, Renascença, Uniletra e XP Investimentos. Conforme mais agentes de custódia forem oferecendo as facilidades, seus nomes aparecerão em uma lista no site do Tesouro Direto. Veja a seguir todas as mudanças e como elas funcionam:

1. Alteração dos valores mínimo e máximo de aplicação:

O limite mínimo de compra em um único mês caiu de 20% para 10% da unidade de um título, com valor mínimo de 30 reais (antes era de 100 reais). Atualmente, o título mais barato à venda custa 700 reais, o que significa que o investidor poderá investir no mínimo 70 reais. Mas nada impede que, no futuro, seja feita uma emissão de títulos com valor de face de 300 reais, que permitirá ao investidor aplicar apenas 30 reais.

O limite máximo de compra em um único mês também mudou, passando de 400.000 reais para 1.000.000 de reais. Não existe limite para o montante aplicado em títulos públicos por um único investidor pessoa física.

Para compras e vendas programadas será possível comprar apenas 1% da unidade do título, desde que respeitado o limite financeiro mínimo de 30 reais. O limite máximo para compras programadas é o mesmo limite das demais compras; porém, não há limite financeiro para vendas, agendadas ou não.

 

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