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São Paulo – Com as sucessivas quedas na taxa Selic e a iminente mudança nas regras de rentabilidade da poupança, tem se tornado cada vez mais difícil ganhar dinheiro sem tomar algum risco. Não apenas o risco de mercado da renda variável, mas até mesmo risco dentro do próprio universo da renda fixa. Afinal, ainda é boa a hora para dar atenção aos investimentos prefixados e, principalmente, àqueles atrelados à inflação?
Ao lado da poupança, as aplicações que flutuam ao sabor da Selic são as menos arriscadas que existem. É o caso dos fundos DI e dos títulos públicos atrelados à taxa básica de juros, as LFTs. Eles se beneficiam da alta dos juros, o que não deve acontecer tão cedo no que depender do governo Dilma. Atualmente, com a Selic relativamente baixa, os fundos DI com altas taxas de administração já estão mais desvantajosos que a poupança. E com eventuais mudanças na rentabilidade da caderneta, os investidores terão que se contentar com retornos mais modestos nessas aplicações mais conservadoras.
Já as aplicações prefixadas – as NTN-Fs e as LTNs – e aquelas atreladas à inflação – as NTN-Bs – se beneficiam quando a perspectiva é de queda na taxa de juros. Por exemplo, desde o início do atual ciclo de queda de juros, as LTNs vem apresentando bons resultados. Nos últimos 12 meses, um papel com vencimento em janeiro de 2013 teve alta de quase 16%, enquanto que a LFT com vencimento em março de 2013 rendeu 11,34% no mesmo período. Além de fixar previamente uma taxa de juros, os papéis prefixados ou ligados à inflação também se valorizam quando a conjuntura lhes é favorável.
A escolha dos títulos vai depender muito do objetivo do investidor. Especialistas em finanças pessoais são unânimes ao dizer que a porção do patrimônio voltada para emergências e objetivos de curto prazo deve estar em aplicações muito líquidas – como a poupança – ou pós-fixadas, como os fundos DI e as LFTs.
Aplicar em outros tipos de títulos, porém, pode ser mais interessante quando o investidor busca maiores ganhos no longo prazo, ou pelo menos uma proteção, seja contra uma queda maior de juros, seja contra a queda de juros e contra a inflação simultaneamente. Tais papéis, portanto, são especulativos. Sua negociação se baseia em expectativas em relação à taxa de juros. E, por isso mesmo, são mais arriscados quando o investidor pensa em vendê-los antes do vencimento.
Ou seja, apenas uma parte das aplicações em renda fixa – e esse percentual depende do objetivo e do perfil de risco de cada um – deve ser voltada para aplicações prefixadas e atreladas à inflação. É aconselhável que todo investidor, até o mais arrojado, mantenha uma porção de seu patrimônio na renda fixa mais conservadora. “Agora, se você quer dormir tranquilo, sem ficar olhando para a grama mais verde do vizinho e pensando nos ganhos que você deixou de ter, fique apenas no CDI”, diz o economista Beto Veiga, especialista em renda fixa. Veja a seguir os riscos dos investimentos mais apimentados do Tesouro:
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