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Tesouro Direto: produtos de todos os prazos para aplicações iniciais a partir de 100 reais.
São Paulo - Depois que foi criado o Tesouro Direto, aplicar em títulos públicos ficou muito mais fácil e, normalmente, mais barato. Antes, só era possível investir nesses ativos por meio de fundos de renda fixa que cobravam taxas de administração aviltantes. O Tesouro Direto acabou com a necessidade dessa intermediação possibilitando ao investidor comprar e vender diretamente seus títulos públicos pela Internet, como acontece com as ações em um Home Broker.
No ano passado, os títulos públicos estiveram entre as aplicações mais rentáveis do ano. Com um desempenho pífio da Bolsa, desvalorização do dólar e inflação em alta, a renda fixa se valorizou, em especial os títulos que corrigem os investimentos pelo IPCA. Veja, a seguir, como funciona o Tesouro Direto e quando investir em títulos públicos vale a pena.
São títulos de renda fixa que financiam a dívida pública e os investimentos do governo federal, com liquidez garantida pelo Tesouro Nacional. Podem ser pré ou pós-fixados, de curto, médio ou longo prazo. O investidor que possui um título público pode esperar o prazo vencer ou vendê-lo de volta para o Tesouro antes da hora.
Quais as vantagens de investir no Tesouro Direto?
Aplicar em títulos públicos pode ser uma boa maneira de poupar quando se tem objetivos financeiros definidos - uma viagem ao exterior, um curso ou pós-graduação ou mesmo a própria aposentadoria. O risco de crédito é bem baixo, afinal, o governo tem menos chance de quebrar que qualquer instituição privada. O risco de liquidez, por sua vez, quase inexiste, já que o Tesouro Nacional garante a recompra para os investidores que desejarem vender seus títulos. “Das aplicações conservadoras - com rentabilidade de média para baixa e pouco risco - certamente é a melhor”, diz o planejador financeiro Conrado Navarro.
Outra vantagem é o fato de haver produtos para investimentos de todos os prazos. No longo prazo, há inclusive a possibilidade de se proteger da inflação e manter o poder de compra por meio dos títulos que são corrigidos pelo IPCA. Em relação aos fundos DI e de renda fixa, o Tesouro Direto tem ainda a vantagem de ser operado diretamente pelo investidor, com taxas de administração mais baixas que as da maioria dos fundos.
Os títulos públicos não são tão rentáveis em épocas de juros e inflação mais baixas, perdendo atratividade em relação à renda variável nesse contexto. Ainda assim, o baixo risco permite que essas aplicações continuem sendo boas para o planejamento de objetivos financeiros específicos ou simplesmente para manter o poder de compra do que foi poupado no longo prazo.
Alguns investidores podem, ainda, sentir alguma dificuldade de obter a senha para operar no Tesouro Direto junto ao banco ou corretora do qual são clientes. O processo pode ser demorado em algumas instituições, uma vez que é mais vantajoso para elas que o cliente aplique em um de seus fundos de renda fixa. Nesses casos, o ideal é verificar se as taxas de administração dos fundos oferecidos pela instituição são maiores que as taxas cobradas pela operação via Tesouro Direto. Se forem, o melhor é persistir para conseguir operar no Tesouro Direto.
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