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São Paulo – Uma aplicação de renda fixa isenta de imposto de renda e de taxas de administração, e mais rentável que a poupança e muitos CDBs. As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) ainda estão longe de serem consideradas populares, mas em época de juros baixos, Bolsa problemática, poupança menos rentável e maior dificuldade de conseguir rentabilidade, as LCIs podem ganhar espaço como alternativas interessantes de diversificação.
Corretoras que comercializam LCIs emitidas por diversas instituições financeiras dizem que a procura pelo produto vem crescendo. Na SLW, que oferece papéis de cinco bancos pequenos e médios, a procura aumentou cerca de 15% (em número de clientes) desde o início do ano. “Há dois tipos de clientes: o que está começando agora, com aportes menores, e não quer correr risco de Bolsa; e os clientes mais antigos, com patrimônio maior, e que já buscam corretoras que ofereçam esse tipo de produto”, diz Peter Weiss, sócio-diretor da corretora.
Por serem isentas de IR para o investidor pessoa física, as LCIs permitem ao aplicador visualizar com facilidade o seu retorno. A maioria dos papéis emitidos hoje é indexada ao DI, e costuma remunerar de 80% até 100% do CDI. Há também um bom estoque de LCIs prefixadas. De toda forma, o investidor já sabe que a rentabilidade indicada é de fato a que ele vai receber terminado o prazo do papel.
Emitidas por bancos, as LCIs têm como lastro os recebíveis imobiliários da instituição emissora, ou seja, os financiamentos de imóveis concedidos por ela. Assim como ocorre com os CDBs, o maior risco do investidor é a quebra do banco emissor, mas existe ainda a garantia adicional da alienação dos imóveis financiados. Também semelhante aos CDBs é ausência de taxas de administração, ao contrário do que ocorre com o Tesouro Direto e os fundos de renda fixa.
Considerada uma aplicação de baixo risco, o risco das LCIs, porém, não deve ser desprezado. Embora sejam emitidas por bancos tão sólidos quanto a Caixa Econômica Federal, as instituições que remuneram melhor são as de pequeno e médio porte, de baixa liquidez e mais suscetíveis aos solavancos da economia. Quanto mais alta a remuneração do papel, maior o risco, pois maior é a dificuldade do banco de captar recursos no mercado.
Para reduzir seu risco, o investidor deve atentar para outra característica da LCI comum aos CDBs e também à própria caderneta de poupança. Todas essas aplicações são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até 70.000 reais por CPF por instituição. Em caso de quebra do banco, portanto, o investidor terá direito a receber de volta tudo que tiver aplicado em determinado banco até o valor de 70.000 reais, ainda que com certa demora.
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