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Investimentos | 06/01/2012 14:30

4 corretoras indicam aplicações de renda fixa

Queda dos juros vai reduzir o retorno de aplicações de renda fixa; especialistas dão dicas para encontrar os melhores papéis

Stock Exchange

Cadeado na frente de moedas

Quem busca a proteção da renda fixa, deve escolher bem os ativos

São Paulo - Embora a maior parte das corretoras e bancos de investimentos aposte que a bolsa baterá a renda fixa neste ano, quando o assunto é dizer se é hora de entrar, a análise vem com muito mais prudência.

Se a bolsa ainda traz riscos, os mais conservadores podem preferir não partir ainda para a pescaria de boas ofertas no mercado acionário e ficar por mais um tempo na segurança da renda fixa. Mas qual são as melhores aplicações para escolher agora?

A rentabilidade da renda fixa está muito ligada aos rumos da economia. Nesse sentido, o investidor deve manter em mente duas coisas antes de escolher suas aplicações neste ano: o cenário é de juros em queda e inflação em alta.

Confira a recomendação de quatro analistas para escolher seus ativos de renda fixa.

A corretora Omar Camargo revisa mensalmente suas indicações de renda fixa. A carteira divulgada em janeiro não sofreu alterações em relação ao portfólio sugerido de dezembro.

A seleção de renda fixa cumpre um importante papel no portfólio geral de investimentos da corretora. Isso porque, para quem vai diversificar, a sugestão é de que 40% dos recursos estejam alocados em renda fixa, o mesmo percentual que renda variável. “Temos um perfil mais conservador, então, mesmo num momento mais propício, não colocamos mais que 50% do patrimônio em renda variável”, explica Eduardo Dias, analista da corretora. Os outros 20% do portfólio estão divididos entre investimentos imobiliários e fundos multimercados.

Dentro da carteira de renda fixa, a sugestão é alocar o maior percentual dos recursos em CDBs. “Sugerimos buscar títulos de bancos de primeira linha, mesmo que o rendimento seja menos vantajoso, pois há mais garantia da instituição”, afirma Dias. Ele sugere que o cliente busque CDBs com rendimento entre 90% e 95% do CDI, taxa que pode ficar maior com um investimento mais parrudo.

Ativo Percentual
CDB 30%
LFT 25%
LCI 10%
*BNDP-­‐D32 17,5%
*BNDP-­‐D51 17,5%

*Debêntures da BNDESPAR

Para a XP Investimentos, o cenário contrário de 2011 traz um alerta. “É um ano em que o desafio para encontrar boas rentabilidades em renda fixa será maior”, afirma a analista Laura Bartelle. Mas ela garante que o mercado ainda terá bons produtos.

Para quem quer liquidez diária, por exemplo, a sugestão é apostar em CDBs. Para quem pode esperar um pouco mais, a dica é buscar boas taxas em títulos com isenção de imposto de renda, como as LCI (letras de crédito imobiliário).

A XP elabora três carteiras de renda fixa: para o curto, médio e longo prazos. Na de longo prazo, aparece a sugestão de investir em CRIs, produto que ainda exige um investimento alto, pois os lotes mais comuns custam no mínimo 300.000 reais. Para o investidor que não puder aplicar todo valor de uma só vez, a sugestão é buscar títulos com a principal característica do CRI: isenção fiscal.

Curto Prazo (de 1 a 6 meses)

Ativo Vencimento sugerido Percentual
CDB de 1 a 6 meses 30%
LCI 180 dias 70%

Médio prazo (de 6 meses até 2 anos)

Ativo Característica Percentual
Debêntures Taxa fixa 30%
Debêntures Atrelada ao IPCA 20%
LCI 95% do CDI 50%

Longo prazo (mais de 2 anos)

Ativo Característica Percentual
Debêntures Atrelada ao IPCA 50%
*CRI Taxa fixa 50%

*Para investidores com aplicações menores, a sugestão é substituir por títulos isentos de imposto de renda para pessoa física

 

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