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Quem busca a proteção da renda fixa, deve escolher bem os ativos
São Paulo - Embora a maior parte das corretoras e bancos de investimentos aposte que a bolsa baterá a renda fixa neste ano, quando o assunto é dizer se é hora de entrar, a análise vem com muito mais prudência.
Se a bolsa ainda traz riscos, os mais conservadores podem preferir não partir ainda para a pescaria de boas ofertas no mercado acionário e ficar por mais um tempo na segurança da renda fixa. Mas qual são as melhores aplicações para escolher agora?
A rentabilidade da renda fixa está muito ligada aos rumos da economia. Nesse sentido, o investidor deve manter em mente duas coisas antes de escolher suas aplicações neste ano: o cenário é de juros em queda e inflação em alta.
Confira a recomendação de quatro analistas para escolher seus ativos de renda fixa.
A corretora Omar Camargo revisa mensalmente suas indicações de renda fixa. A carteira divulgada em janeiro não sofreu alterações em relação ao portfólio sugerido de dezembro.
A seleção de renda fixa cumpre um importante papel no portfólio geral de investimentos da corretora. Isso porque, para quem vai diversificar, a sugestão é de que 40% dos recursos estejam alocados em renda fixa, o mesmo percentual que renda variável. “Temos um perfil mais conservador, então, mesmo num momento mais propício, não colocamos mais que 50% do patrimônio em renda variável”, explica Eduardo Dias, analista da corretora. Os outros 20% do portfólio estão divididos entre investimentos imobiliários e fundos multimercados.
Dentro da carteira de renda fixa, a sugestão é alocar o maior percentual dos recursos em CDBs. “Sugerimos buscar títulos de bancos de primeira linha, mesmo que o rendimento seja menos vantajoso, pois há mais garantia da instituição”, afirma Dias. Ele sugere que o cliente busque CDBs com rendimento entre 90% e 95% do CDI, taxa que pode ficar maior com um investimento mais parrudo.
| Ativo | Percentual |
|---|---|
| CDB | 30% |
| LFT | 25% |
| LCI | 10% |
| *BNDP-‐D32 | 17,5% |
| *BNDP-‐D51 | 17,5% |
*Debêntures da BNDESPAR
Para a XP Investimentos, o cenário contrário de 2011 traz um alerta. “É um ano em que o desafio para encontrar boas rentabilidades em renda fixa será maior”, afirma a analista Laura Bartelle. Mas ela garante que o mercado ainda terá bons produtos.
Para quem quer liquidez diária, por exemplo, a sugestão é apostar em CDBs. Para quem pode esperar um pouco mais, a dica é buscar boas taxas em títulos com isenção de imposto de renda, como as LCI (letras de crédito imobiliário).
A XP elabora três carteiras de renda fixa: para o curto, médio e longo prazos. Na de longo prazo, aparece a sugestão de investir em CRIs, produto que ainda exige um investimento alto, pois os lotes mais comuns custam no mínimo 300.000 reais. Para o investidor que não puder aplicar todo valor de uma só vez, a sugestão é buscar títulos com a principal característica do CRI: isenção fiscal.
Curto Prazo (de 1 a 6 meses)
| Ativo | Vencimento sugerido | Percentual |
|---|---|---|
| CDB | de 1 a 6 meses | 30% |
| LCI | 180 dias | 70% |
Médio prazo (de 6 meses até 2 anos)
| Ativo | Característica | Percentual |
|---|---|---|
| Debêntures | Taxa fixa | 30% |
| Debêntures | Atrelada ao IPCA | 20% |
| LCI | 95% do CDI | 50% |
Longo prazo (mais de 2 anos)
| Ativo | Característica | Percentual |
|---|---|---|
| Debêntures | Atrelada ao IPCA | 50% |
| *CRI | Taxa fixa | 50% |
*Para investidores com aplicações menores, a sugestão é substituir por títulos isentos de imposto de renda para pessoa física
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