O que fazer com a “nova” e com a “velha” poupança

Para consultor financeiro Mauro Calil, depósitos anteriores às mudanças não devem ser mexidos; para os novos valores poupados, Tesouro Direto é boa alternativa

São Paulo – A remuneração da poupança mudou e, com a perspectiva de uma queda da Selic para 8,5% em breve, é hora do investidor repensar sobre o que vai fazer com o dinheiro aplicado em renda fixa.

Essa revisão envolve decidir o que fazer com a quantia que já estava na poupança antes da mudança, as novas quantias poupadas, e se buscar mais rentabilidade será ou não uma prioridade.

Para o consultor financeiro Mauro Calil, gerente geral do Instituto Nacional dos Investidores (INI), quem já tinha dinheiro depositado na caderneta antes do dia 4 de maio de 2012 deve, de preferência, deixar tudo como está. A rentabilidade dessa aplicação está agora travada em 6,17% ao ano, rendimento que será considerável no dia em que a taxa Selic chegar a esse patamar ou menos, por mais que este dia demore a chegar.

Quanto aos novos depósitos, feitos a partir do dia 4 de maio, cabe analisar mais de perto a melhor aplicação de acordo com o prazo e o objetivo. Agora, para cada cenário econômico, o investidor deverá comparar a poupança com outras aplicações, se quiser fazer bom proveito dos seus investimentos.

Para quem busca rentabilidade em aplicações muito conservadoras, a alternativa que é mais rentável em alguns cenários são as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), títulos públicos operados via Tesouro Direto. Também existem possibilidades em CDBs de grandes e médios bancos, dependendo do apetite por risco do aplicador.

Os fundos DI agora perderam bastante a atratividade, a menos que tenham taxas realmente baixas, abaixo de 1,0% ao ano. Finalmente, para quem ainda crê numa queda maior de juros, existem papéis prefixados e atrelados à inflação, tanto públicos quanto privados.

Veja no vídeo abaixo os conselhos de Mauro Calil sobre o que fazer com a nova e a velha poupança: