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Boa parte das universidades possuem em seus sites um espaço dedicado apenas a informações sobre o custo de vida do local e sobre os gastos que costumam estar envolvidos com a realização do curso. No site da London School of Business & Finance, por exemplo, eles informam a estimativa total de gastos com moradia, aquecimento, alimentação, roupa, entretenimento e outros. E segundo eles, uma pessoa gasta em média 10.000 libras por ano para se manter em Londres.
No site de Harvard, é possível pesquisar os gastos estimados de acordo com o curso pretendido (uma vez que os cursos podem ter valores diferentes de livros, ou gastos extras com viagens, por exemplo).
Um gasto que também é essencial e deve estar no planejamento é o seguro de saúde. Nos sites das universidades também é possível pesquisar os custos anuais do seguro. A Harvard informa, por exemplo, que o custo anual com seguro de saúde nos Estados Unidos é de 2.168 dólares.
O site do British Council também tem informações sobre os custos de vida no Reino Unido e links para sites que informam gastos específicos para cada país da região.
Vistos e outras documentações
Alguns países exigem que o estudante comprove que possui uma renda suficiente para pagar o curso e para manter seus gastos no país de destino. Nos Estados Unidos, por exemplo, depois da matrícula as escolas enviam ao estudante um documento chamado I-20, que deve ser preenchido com diversas informações e deve conter a comprovação de renda do aluno, por meio de extratos bancários ou de uma carta assinada pelo banco com o histórico de renda do cliente. É por meio do I-20 que o aluno também comprova sua matrícula no curso para que a Embaixada Americana possa conceder o visto estudantil.
No site da STB é possível pesquisar os documentos necessários para obtenção dos vistos e as taxas consulares nos principais países de destino dos brasileiros. Nos Estados Unidos, eles informam que a taxa consular, mais os honorários, custam 526 reais no total e no Canadá, 440 reais. Na Inglaterra, os valores sobem para 807 reais e na Austrália,1.287 reais.
Como investir
O professor de economia da USP e fundador da QTK consultoria, Luiz Jurandir Simões, morou durante seis meses nos Estados Unidos e, apesar de não ter realizado uma pós-graduação, participou de muitos seminários e cursos mais curtos. Ele orienta que o investimento para uma viagem longa seja feito em instrumentos cambiais, como um fundo cambial, cujo rendimento varia de acordo com as oscilações do dólar e do euro. “Para a minha viagem eu apliquei tudo em um fundo cambial, é mais seguro”, diz.
Se não houver um fundo cambial baseado na moeda usada no país de destino, a renda fixa também pode ser uma opção. No curto prazo, até seis meses, a poupança pode ser a melhor opção porque é isenta de imposto de renda, e acima de um ano são mais vantajosos investimentos em Tesouro Direto, CDBs e fundos DI.
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