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Dólar | 11/05/2012 13:00

Como escolher um bom cartão para a sua viagem

Entre cartões pré-pago, de débito e de crédito, cada um tem seus prós e contras, e o uso depende do objetivo

Jeff J Mitchell/Getty Images

Cartões Visa e Mastercard

Seus cartões de débito e crédito podem ser usados para transações internacionais

São Paulo – Previsto inicialmente para fechar o ano entre 1,70 e 1,80 real, o dólar comercial fechou a 1,96 real nesta quinta-feira, acumulando alta de 3,50% no mês e 4,39% no ano. Para quem vai viajar para o exterior e está de olho no dólar turismo, a taxa fechou a 2,02 reais. Essa alta recente pode preocupar quem tem viagens planejadas para fora do Brasil, mas, para especialistas, é melhor não tentar adivinhar o câmbio futuro, mas se planejar para o pior.

Os princípios que regem o planejamento cambial em viagens não são apenas os da economia de dinheiro, mas também os da proteção contra os piores cenários e os da segurança. Se as previsões dos economistas já são sabidamente frágeis, o que dizer das previsões dos leigos, os “reles mortais”?

Na hora de ir para o exterior, o viajante tem a opção de comprar papel-moeda, cheques de viagem ou cartões pré-carregados em moeda estrangeira (pré-pagos), ou então de levar um cartão de débito ou de crédito com função internacional. Hoje em dia não é mais necessário – nem seguro – andar pelo mundo com grandes somas de dinheiro vivo no bolso. Por isso, especialistas aconselham a comprar apenas a quantidade de moeda necessária para os pequenos gastos do dia a dia, distribuindo os demais pagamentos pelos demais produtos.

Diferentes conceitos

Mas qual a indicação de cada alternativa? Em primeiro lugar, o viajante precisa conhecer o conceito de cada um. Basicamente as diferenças entre eles estão no dia de fixação do câmbio – hoje, no ato da compra ou no dia de vencimento da fatura –, no tipo de cotação usada – se câmbio turismo ou uma cotação mais vantajosa – e na cobrança de IOF. Todos são seguros em caso de perda ou roubo, mas é bem verdade que o extravio de cartões de crédito ou débito podem dar mais dor de cabeça, pois a reposição não será imediata.

Os cartões pré-pagos são substitutos mais práticos e mais seguros aos cheques de viagem e fixam o câmbio do dia da aquisição. O viajante compra a moeda estrangeira, que é carregada no cartão pela cotação turismo do dia. O IOF incidente na operação é de 0,38%, e o cartão pode ser cancelado e substituído em caso de roubo ou perda.

O cartão de débito internacional, assim como o pré-pago, pode ser usado para saques e na função débito no câmbio turismo, e a cobrança de IOF também é de 0,38%. A diferença é que o câmbio é o do dia da transação – do pagamento – e a tarifa para saque pode ser mais cara, dependendo do seu relacionamento com o banco emissor do cartão. O limite para pagamentos internacionais costuma ser mais baixo que o do cartão de crédito.

Já com o cartão de crédito internacional, é o câmbio do dia de pagamento da fatura que conta, e o IOF cobrado é de 6,38%. A cotação, no entanto, pode ser mais vantajosa que a cotação turismo, dependendo do banco emissor do cartão. Além disso, cartões de crédito rendem milhas e contam com seguro-viagem, obrigatório em certos países. (Veja, da terceira página em diante, os prós, contras e cuidados em relação ao uso de cada tipo de cartão).

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