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Renda Fixa
Entre as aplicações em renda fixa, os fundos de renda fixa tiveram a maior rentabilidade no mês. Ao investir em uma cesta de títulos públicos e buscar o rendimento não só com os juros, mas com a valorização dos papéis, os fundos de renda fixa apresentam rentabilidade um pouco acima da renda fixa mais conservadora na atual conjuntura de juros baixos. “É natural que estes fundos tenham rentabilidade maior que a compra pura e simples do papel, porque o gestor faz uma operação para buscar os papéis com maior valorização no momento”, explica Paulo Bittencourt, diretor técnico da Apogeo Investimentos.
Logo após os fundos de renda fixa, os títulos públicos tiveram a melhor rentabilidade do mês entre as aplicações na renda fixa. A NTN-B, que paga uma taxa de juro prefixada mais a inflação do período pelo IPCA, teve o melhor desempenho do Tesouro Direto. “Os Títulos Indexados à variação do IPCA também são opções de investimento para diversificação de portfólio, pois os juros desses títulos estão rendendo na faixa de 3,0% a 4,0% ao ano, mais variação do IPCA”, explica o administrador de investimentos Fabio Colombo. O Banco Central projeta o IPCA de julho em 0,38%.
Os títulos prefixados, LTN e NTN-F, tiveram menor rentabilidade que a NTN-B, mas mostraram melhor desempenho do que a LFT, que são os títulos que seguem a flutuação da Selic. “Com a tendência de queda dos juros, a LFT tem rentabilidade cada vez menor, enquanto os títulos prefixados são favorecidos pela mudança de expectativa de queda dos juros futuros. E, mesmo sem mudanças nos juros, o componente de inflação agregaria mais valor a esse tipo de título”, comenta Bruno Carvalho, especialista em Renda Fixa da XP Investimentos.
Dentre os títulos públicos, a LFT teve o pior rendimento. Como o título é indexado à Selic, com a queda da taxa, o rendimento é prejudicado. Elas chegam até mesmo a ter rendimentos piores do que a poupança em certos prazos por causa do desconto do Imposto de Renda, que não incide sobre a poupança.
Os fundos DI, que investem em papéis pós-fixados como as LFT, também foram prejudicados com a queda da Selic, mas tiveram rentabilidade ainda pior porque sofrem o desconto das taxas de administração. Eles só não tiveram rentabilidade pior do que a poupança, que perdeu para quase todas as aplicações do mês.
“Os fundos DI, assim como a poupança, são indicados para investimentos no curtíssimo prazo, para quem busca liquidez diária e mais segurança. Não se pode esperar dele que sejam usados para outra coisa. No passado, como tínhamos um dos juros mais altos do mundo, esses fundos rendiam mais e havia uma distorção, mas o objetivo deles é dar tranquilidade ao investidor apenas”, diz o diretor da Apogeo.
A poupança aparece com a menor rentabilidade entre os investimentos em renda fixa. Com a nova regra, a cardeneta passou a render 70% da Selic mais a Taxa Referencial quando a taxa básica for menor ou igual a 8,5%. Com a taxa a 8%, o investimento na poupança passa a ser vantajoso apenas no curto prazo, ou para propósitos específicos, como poupar dinheiro para uma aplicação que requer um aporte inicial maior ou como uma reserva de emergência, por conta da alta liquidez.
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