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Escolhas | 17/07/2013 06:00

Onde investir R$ 500 mil de maneira inteligente?

Veja quais são os investimentos indicados atualmente para quem tem meio milhão de reais para montar uma carteira

Marcos Santos / USP Imagens

Notas novas de cinquenta reais - dinheiro

Se você tem 500 mil reais em mãos, primeira coisa a fazer é separar sua reserva de emergência

São Paulo – Onde você investiria uma quantia de meio milhão de reais no cenário econômico atual? Pode ser que você tenha vendido um imóvel, ganhado um bônus, herdado a quantia ou mesmo poupado em aplicações conservadoras e agora queira fazer esse dinheiro trabalhar para você. Embora a montagem de uma carteira inteligente dependa de muitos fatores, certamente a quantia também influencia: quanto mais dinheiro para investir, melhores são os produtos aos quais você tem acesso e mais fácil é a redução dos riscos do portfólio.

A pergunta de onde investir não tem uma resposta única, pois tudo depende da sua idade, sua renda, sua carreira, sua tolerância a risco e se você tem ou não reservas, filhos e um imóvel próprio. Mas com 500 mil reais já é possível diversificar bastante entre produtos financeiros, gestores de fundos e estratégias, mitigando os riscos.

Em função disso, EXAME.com supôs alguns cenários para exemplificar que tipo de investimento é interessante e acessível, no momento, para quem tem essa quantia para investir:

1. Priorize a reserva de emergência

Se você não tem reservas de emergência afora os 500 mil reais, você deve primeiro tirar desse bolo o equivalente a essa reserva de segurança. Trata-se da quantia destinada ao seu sustento caso você perca a sua principal fonte de renda temporariamente, devido a uma doença, invalidez temporária ou desemprego, por exemplo.

“Você deve deixar o equivalente a, pelo menos, seis meses da sua renda em produtos bem estáveis no curto prazo e que possam ser resgatados imediatamente”, aconselha Annalisa Blando Dal Zotto, CFP, planejadora financeira certificada pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).

Alguns exemplos desse tipo de produto são os CDB-DIs – de bancos grandes ou médios, desde que a aplicação seja de até 250 mil reais, que é o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) –, os títulos do Tesouro Direto tipo Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e os fundos DI. Todas essas aplicações têm sua remuneração indexada à taxa Selic (caso das LFTs) ou à taxa CDI, que se aproxima da Selic (caso dos fundos DI e dos CDBs).

Para Annalisa, se a renda da pessoa for instável – à base de comissões ou honorários, por exemplo – o ideal é que essa reserva seja maior, de pelo menos um ano. O que exceder o equivalente a seis meses da renda pode ser alocado em produtos com menor liquidez, mas também seguros. Ainda que a liquidez não seja diária, o investidor teria antecedência para fazer o resgate. “Não faz sentido ficar sentado em cima de dinheiro que não seria usado em menos de seis meses no cenário atual de juro real baixo”, comenta.

Ela indica aplicações que busquem de 115% a 120% do CDI, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que são como CDBs, com garantia do FGC até 250 mil reais, porém isentos de imposto de renda para a pessoa física. Outra opção são os fundos multimercados multiestratégia e os multimercados Long & Short menos arriscados. Os primeiros investem em diversos ativos, desempenhando várias estratégias e os segundos apostam na alta e na queda de ativos por meio de posições compradas e vendidas.

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