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Curto prazo | 13/03/2013 07:00

Onde investir em 3 e 6 meses sem correr muito risco

Veja as melhores opções de investimento no curto prazo para quem não quer correr muitos riscos de prejuízo e decida qual delas é melhor para você

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Quando há uma data certa para resgatar o dinheiro investido, aplicações devem ter baixo risco

São Paulo – A escolha dos melhores investimentos depende do objetivo, do prazo e do valor que o investidor tem disponível. Uma aplicação que pode ser muito boa para o longo prazo, pode ser a pior opção para o curto prazo. E um investimento muito bom para quem tem 50 mil reais, pode ser muito ruim para quem tem menos de 10 mil. Por isso, para o escolher o investimento mais vantajoso no curto prazo é preciso avaliar as opções mais indicadas de acordo com cada situação.

A primeira regra para quem tem pouco tempo para investir é evitar aplicações arriscadas e com pouca liquidez (que não permitem o resgate do dinheiro a qualquer momento).

Ao investir em aplicações com maior risco, se houver algum prejuízo no meio do caminho, haverá pouco tempo para recuperar a perda, enquanto no longo prazo é possível arriscar mais, já que com mais tempo o prejuízo pode ser compensado. Se o investidor precisar resgatar o dinheiro em pouco tempo, aplicações que não permitem o resgate imediato do dinheiro também não são boas opções.

Mesmo algumas aplicações com maior liquidez podem não ser tão boas no curto prazo. Se o investidor precisa resgatar o dinheiro em uma data específica, pode ser que quando precise do dinheiro o investimento não esteja no seu melhor momento. Nesse caso, o investidor pode até perder dinheiro, caso a aplicação tenha se desvalorizado.

É o caso do Tesouro Direto. Os títulos do governo federal pagam exatamente o que prometem se o investidor ficar com o título até o vencimento. Mas os títulos disponíveis para compra não possuem vencimento no curto prazo (o vencimento mais próximo é para 2016). Portanto, se o investimento for feito hoje e o dinheiro precisar ser resgatado no curto prazo, o investidor precisaria vender o título antes do vencimento. Ao fazer isso, o investidor fica sujeito a vendê-lo em um momento de baixa.

Veja a seguir os investimentos mais indicados por especialistas para investir em curtos períodos de tempo com pouco risco.

Em 3 meses

Para pequenas quantias (abaixo de 50 mil reais): poupança e LCI de bancos médios que remunerem acima de 90% do CDI.

Para quantias altas (acima de 50 mil reais): poupança, LCI de bancos médios e LCI de bancos grandes que remunerem acima de 90% do CDI.

No curto prazo não são indicados os investimentos em renda variável, como as ações, justamente porque seu valor oscila e os rendimentos pagos pelas empresas também variam. Esses ativos são, portanto, mais arriscados para quem não tem tempo de recuperar as perdas.

Mesmo na renda fixa (investimentos que têm sua forma de remuneração pré-definida) há poucas alternativas para o prazo de três meses. Isso porque nesse prazo de investimento, a alíquota de imposto de renda sobre o rendimento é bastante alta. Para aplicações de até 180 dias, paga-se 22,5% de imposto de renda. A alíquota passa para 20% para aplicações entre 181 e 360 dias; 17,5% entre 361 e 720 dias; e 15% para prazos superiores a 720 dias.

Por isso, o mais indicado para o prazo de três meses são as aplicações isentas de IR, como a poupança e a Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Esta última é um título emitido por instituições financeiras que tem lastro em créditos imobiliários. Ou seja, por meio da LCI, os bancos captam o dinheiro junto aos investidores para financiar empreendimentos imobiliários.

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