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Aplicações | 02/12/2011 07:40

Onde foi parar quem fugiu da bolsa

Conservadores passaram a aplicar mais no Tesouro Direito; minicontrato de Ibovespa futuro virou febre entre os traders

João Sandrini, de
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Bolsa: maus resultados favoreceram Tesouro Direto e minicontratos futuros de Ibovespa

São Paulo – Desde que atingiu o pico em setembro do ano passado, o número de investidores na Bovespa não parou de encolher. O último dado disponível mostra que 589.000 brasileiros tinham ao menos uma ação em custódia – ou 43.000 a menos do que na máxima histórica. O número é irrisório quando comparado ao de países desenvolvidos e também muito baixo em relação à meta da própria bolsa de atrair 5 milhões de pessoas físicas.

Segundo Bruno Di Giorgio, superintendente de marketing da BanifInvest, a fuga de clientes da bolsa é ainda mais severa do que sugerem os números acima. O volume de negócios via home broker do Banif caiu cerca de 30% neste ano – o que indica que, além das pessoas que fecharam a conta, também existem aqueles que mantiveram posições em custódia, mas praticamente pararam de fazer novas negociações.

“É natural que muitos investidores tenham se desinteressado pela bolsa. O ano de 2010 já havia sido ruim e, a partir de março ou abril, também começou a ficar claro que 2011 seria difícil para quem busca retornos mais elevados com renda variável”, afirmou Di Giorgio. Algumas corretoras ainda conseguiram conquistar novos clientes, mas à custa de promoções agressivas e perda de rentabilidade. “É como um jogo de rouba-monte. Uma corretora reduz as taxas de corretagem e atrai os clientes das outras. O saldo do setor como um todo, entretanto, é negativo.”

Mas para onde foram todos esses investidores? No Banif, o grande hit de 2011 foi o Tesouro Direto. Apenas pela corretora, cerca de 10.000 pessoas negociam títulos públicos do governo federal. “Nossos clientes possuem cerca de 1 bilhão de reais em títulos, sendo que o volume total do Tesouro Direto alcança 7 bilhões de reais. Já somos o segundo colocado no mercado brasileiro, atrás apenas do Banco do Brasil.”

O crescimento do Banif pode ser explicado principalmente pela decisão de não cobrar taxa de administração dos clientes do Tesouro Direto. Entre todas corretoras que possuem um sistema integrado com a plataforma do Tesouro Nacional, só outras duas não cobram nada nesse tipo de transação: Socopa e Spinelli. Os clientes dessas três empresas só precisam pagar pela taxa de custódia dos títulos cobrada pela CBLC, que gira em torno de 0,3% ao ano.

Comentários (1)  

Finanças Inteligentes

O número de investidores cadastrados não deveria servir de parâmetro, nesse caso o que importa é o volume...

02.12.2011 | Ler comentário completo |  

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