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Investimentos que remuneram acima do CDI e que pagam dividendos regulares se destacam
São Paulo – O corte de 0,5% na Selic anunciado na quarta-feira pelo Banco Central lembrou aos investidores que 2012 não vai ser um ano fácil. A Bolsa deve continuar volátil, embora haja perspectivas de recuperação das perdas no ano passado; a renda fixa não vai mais entregar os altos rendimentos de 2011, com expectativa de uma Selic a 9,5% no fim do ano; e a inflação também não deve ajudar muito – vai cair, reduzindo a rentabilidade dos investimentos atrelados a ela, mas ainda assim se mantendo em um patamar alto.
Para onde correr? Essa é a grande questão do investidor. Veja a seguir sete alternativas para o investidor moderado buscar um diferencial de rentabilidade neste ano:
CDBs de bancos médios
Os CDBs dos bancos médios são o caminho para ganhar mais que o CDI numa aplicação pós-fixada bastante segura. Mesmo acompanhando a taxa de juros, esse título de renda fixa privada costuma pagar mais que 100% do CDI, mantendo a rentabilidade sempre um pouco acima daquela de CDBs de bancos grandes e títulos públicos pós-fixados.
Por meio do Sofisa Direto, por exemplo, é possível abrir uma conta pela internet e investir em CDBs que remuneram entre 102% e 105% do CDI para prazos de até um ano. Para conseguir essa remuneração, porém, é preciso ficar até o final do investimento. A aplicação não é isenta de IR, mas entre os produtos de renda fixa que são taxados, o CDB é o mais barato. Não há taxas de administração, ao contrário dos fundos e do Tesouro Direto, que conta pelo menos com as taxas obrigatórias da CBLC.
O mais importante é observar que o investimento só é realmente seguro caso o investidor aplique menos de 70.000 reais em uma única instituição. Até esse limite, o CDB de banco médio é tão seguro quanto a caderneta de poupança ou qualquer CDB de banco grande, pois o valor investido é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) caso a instituição não honre com seus compromissos.
Aplicações isentas de IR
Para um período que pode variar de três a até seis meses, melhores do que os CDBs que remuneram acima do CDI são as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), disponíveis para qualquer investidor pessoa física. Mesmo que remunerem de 85% a 90% do CDI, por serem isentas de IR, sua rentabilidade líquida acaba sendo equivalente à de um CDB que paga mais de 105% do CDI, com a vantagem do prazo menor. Isso porque a alíquota de IR para aplicações de menos de três meses é de 22,5%. Mas para conseguir essa rentabilidade, é preciso ficar até o fim do prazo.
As LCIs, oferecidas pela Caixa ou em corretoras como a XP, também são garantidas pelo FGC em até 70.000 reais. A desvantagem é seu alto valor unitário, que varia de 30.000 a 50.000 reais.
Investidores qualificados – com mais de 300.000 reais em aplicações financeiras – têm mais opções isentas de IR a seu dispor. Para o curto e o médio prazo, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), com rentabilidade semelhante à das LCIs. Para o longo prazo existem os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que podem ser inclusive atrelados ao IPCA ou ao IGP-M, o que dá uma boa turbinada nos investimentos. Nenhum dos papéis, porém, conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
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