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O que nos faz feliz são os objetivos que geram felicidade duradoura
São Paulo – Simplesmente ganhar dinheiro com o fruto do trabalho não é garantia de felicidade a ninguém, ainda que a renda seja alta. E não se trata do clichê de dizer que dinheiro não traz felicidade, mas sim que é preciso fazer com que ele trabalhe para a sua felicidade. Em seu novo livro “Separe uma verba para ser feliz” (Ed. Gente), o consultor financeiro e gerente geral do Instituto Nacional dos Investidores (INI) Mauro Calil explica seu método de planejamento financeiro apelidado de FAST, que ensina ao poupador a direcionar seu dinheiro aos objetivos que de fato levam à felicidade e ao enriquecimento, resgatando-o das finalidades que nada lhe acrescentam.
Desafiando alguns dos mitos e das desculpas que as pessoas usam para não começarem a enriquecer, Calil ensina que o que leva à felicidade financeira é direcionar o planejamento financeiro a grandes objetivos geradores de felicidade, “salvando” o dinheiro das situações que o desvirtuam.
“O que é gasto inútil ou não é uma questão pessoal. Mas é preciso haver uma hierarquia do que é importante para a sua vida. Se você consegue priorizar as grandes conquistas, elas começam a se tornar corriqueiras. Por que algumas pessoas conseguem passar quase todo fim de semana em Buenos Aires e para outras este é um sonho distante? Não é tanto uma questão de poder aquisitivo quanto de prioridades”, diz o consultor.
Para exemplificar seu ponto, Mauro Calil conta, no livro, uma série de histórias reais, como a do amigo que tinha todo tipo de eletroeletrônico em casa, mas não punha vidros nas janelas, pois só era possível parcelar essa compra em poucas vezes; ou ainda da senhora que sempre fora dona de casa e que acabou transformando seu hobby de crochê e tricô em uma formidável fonte de renda.
Por isso, para ele, antes de mais nada é preciso definir o que traria felicidade e, a partir de então, traçar um plano para alcançá-la. Em seguida, é preciso começar a “salvar” o dinheiro dos gastos corriqueiros que fazem pouca diferença na qualidade de vida. Não se trata, portanto, de abrir mão de prazeres e viver espartanamente para enriquecer e acumular bens, mas sim de concentrar os gastos apenas no que gera felicidade real e duradoura.
“Uma pessoa que volta todos os dias do trabalho em um trem ou metrô lotado e compra sempre um pão de queijo e um café com leite durante a espera do transporte pode se perguntar: o que me traz mais felicidade, o lanche ou sair desse aperto? Se a resposta for sair do aperto, ela pode começar a salvar dinheiro para comprar seu próprio carro abrindo mão do pão de queijo com o café com leite”, exemplifica.
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