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Em dez anos, percentual de domicílios com um morador subiu de 8,6% para 12,1%.
São Paulo – O percentual de pessoas que moram sozinhas cresceu no Brasil nos últimos anos, evidenciando a ascensão de uma nova estrutura domiciliar. Sem ter com quem dividir as despesas fixas, os solitários precisam redobrar a atenção com as finanças e a dedicação profissional. Enquanto alguns gastos pesam mais, outros são bem menores que os das famílias, ou até inexistentes, conferindo àqueles que não têm dependentes uma capacidade maior de poupança.
Segundo o último Censo do IBGE, de 2000 a 2010 o percentual de domicílios com apenas um morador passou de 8,6% para 12,1%, puxado principalmente pelo envelhecimento da população que, com mais qualidade de vida, pode prescindir de morar com o restante da família. Mas jovens que se casam mais tarde, solteiros convictos e divorciados engrossam essa estatística.
Quem vive só precisa dar uma atenção diferenciada às finanças. Por um lado, a capacidade de poupança é maior e o consumo é mais flexível que no caso das famílias; por outro, algumas despesas pesam mais no orçamento, composto apenas de uma fonte de renda.
A preocupação em se gastar menos do que se ganha e fugir de dívidas de juros altos deve ser redobrada. Em relação aos investimentos, o ideal é não correr muito risco, pois quem é sozinho não pode se dar ao luxo de ter perdas significativas de patrimônio. A seguir, os pontos que jogam contra e a favor de cada perfil de solitário, e a forma adequada de investir para cada um:
Jovens solteiros
As pessoas hoje em dia se casam mais tarde, e frequentemente deixam a casa dos pais antes de dividirem o teto com um companheiro. A renda de quem tem até 35 anos ainda é baixa em comparação aos profissionais mais maduros, tendendo a crescer ao longo dos anos.
Despesas que merecem atenção: gastos mais elevados com lazer (viagens, passeios e refeições fora de casa podem ser rotineiros), educação (aprimoramento profissional) e financiamentos de longo prazo para a compra de imóvel ou carro, que podem pesar na renda mensal. Mudanças profissionais radicais podem ser benéficas para expandir as oportunidades futuras, mas normalmente causam um baque na renda atual.
Pontos a favor: poucas despesas com saúde, largo horizonte profissional e possibilidade de pensar no longo prazo. Mesmo que o percentual poupado da renda não seja alto, o tempo de acumulação é longo o suficiente para que sejam possível formar um bom colchão, tanto para imprevistos imediatos quanto para a aposentadoria.
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