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A boa notícia é que não é preciso ser dono de um negócio nem alto executivo, com salário e bônus polpudos, para fazer parte do clube dos milionários
São Paulo - Em 2008, quando ainda trabalhava como gerente de uma agência do Itaú Unibanco, em São Paulo, Matheus Pardi de Castro, de 35 anos, enxergou uma boa oportunidade de ver o dinheiro crescer: o investimento em imóveis em sua cidade natal, Ribeirão Preto. Sem verba em caixa, resolveu ousar. Reuniu cinco amigos e fundou um clube de investimento. Os aportes mensais do Clube dos Seis, nome oficial do grupo, começaram tímidos, de 500 reais por pessoa e, em quatro meses, foram duplicados.
O clube, atualmente, já acumula algo em torno de 400.000 reais, pulverizados em diversos negócios. As quantias não se multiplicaram em um toque de mágica. O modelo encontrado foi investir, como cotista, em imóveis em construção com aportes em torno de 6.000 reais por mês, e adquirir o apartamento a preço de custo na entrega das chaves. Durante 41 meses, e um total de 161.000 reais, resolveram investir na compra de 30% de um imóvel. Caso o apartamento, de 250 m², for vendido hoje pelo valor de mercado, de 1 milhão de reais, terão 285.000 reais em mãos (descontando 5% da corretagem), um ganho superior a 56% do valor que aplicaram.
Esse tipo de investimento só é possível porque os únicos encargos financeiros da obra recaem sobre as taxas de administração e de responsabilidade técnica, que são pagos diretamente ao engenheiro civil responsável pela construção, sem a existência das tradicionais margens cobradas por incorporadoras e demais intermediários. O grupo também resolveu investir as "sobras de caixa" (que não eram aplicadas no apartamento) em pequenos empreendimentos, financiando de empresas de locação de equipamentos para eventos a consultórios odontológicos, com retorno mensal em torno de 2,5%. A lógica era sempre fazer o dinheiro girar, dividindo os riscos entre todos.
A disciplina com que comandam o fundo, com reuniões trimestrais de planejamento e avaliação de resultados, e a forma como realizam os depósitos, "mensalmente de maneira sagrada", levou a trupe a almejar um objetivo ainda mais ousado: o de cada sócio acumular o primeiro milhão em dez anos. "O objetivo do clube não é enriquecer os sócios, mas permitir nossa independência financeira e a realização dos sonhos", diz Matheus, que abandonou o banco em setembro para se dedicar aos novos objetivos, que incluem o investimento em um site que comercializa objetos de decoração.
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