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Hering: GAP continua otimista com ações da empresa
O endividamento dos países europeus, a inflação na China e a alta dos juros no Brasil se revezaram entre os temas que mais atraíram a atenção do mercado durante o ano de 2010. Como esses problemas continuam por aí, é impossível planejar investimentos para o próximo ano sem continuar de olho neles. Para tratar sobre o cenário econômico que se avizinha e seu impacto nos mercados, EXAME.com conversou com os sócios de duas gestoras brasileiras de recursos: José Eduardo Louzada de Araujo, da carioca GAP Asset Management, que administra 3,5 bilhões de reais distribuídos em 12 fundos; e Jorge Dib e Augusto Videira, da paulista Grau Gestão de Ativos, que investe 250 milhões em fundos multimercados. É consenso entre os gestores que ficou muito difícil prever o que acontecerá na China e na Europa após um ano tão turbulento quanto 2010. Os países ainda não resolveram os problemas de inflação e endividamento, respectivamente, e o mercado pode voltar a se assustar se os dados por vir não forem favoráveis. Em relação ao Brasil, a avaliação das duas casas é que o novo governo pode até tentar fazer algo diferente na política monetária, mas não cometerá o erro de deixar de ser duro com a inflação.
Leia abaixo o depoimento sobre a bolsa de Jose Eduardo Louzada de Araujo, da GAP:
As principais posições da carteira de nosso fundo de ações são Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Vale, OGX e Hering. Com o Banco do Brasil, estamos desde a oferta pública realizada em julho. O otimismo com o setor bancário reflete a expectativa da continuidade do crescimento das carteiras de crédito. Os resultados têm sido bons. O Itaú Unibanco não foi tão bem no último trimestre, mas ainda confiamos muito no banco. As instituições financeiras estão mais protegidas que outras empresas do próximo ciclo de aumento de juros por terem empréstimos e investimentos atrelados à Selic.
Em relação à Hering, estamos com o papel desde 2009. A ação ganhou muita liquidez durante o último ano, então pudemos aumentar nossa posição. E foi ótimo porque o papel deu uma rentabilidade extraordinária neste ano.
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