São Paulo - O fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Previ, teve um prejuízo de pelo menos 13 milhões de reais com as ações das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com a reportagem, o cálculo considera o patrimônio que o fundo possuía em investimentos nas ações 'X' ao final de 2011 e de 2012.

Segundo o levantamento feito pelo jornal, o fundo tinha no final de 2012 cerca de 15 milhões de reais em ações do grupo EBX, o equivalente a 2,8 milhões de papéis.

Depois das quedas das ações na bolsa, a Previ vendeu a maior parte dos papéis neste ano e atualmente diz possuir 300 mil reais em ações das empresas, diz o jornal.

A reportagem relata ainda que no final de 2011, o investimento da Previ nas empresas de Eike equivalia a 28 milhões de reais, totalizando 2,4 milhões de ações.

Não foi informada a data exata em que as ações foram vendidas, mas dependendo do dia, o prejuízo pode ter sido ainda maior.

A OGX teria sido a ação que causou a maior perda ao fundo, segundo a Folha. Os papéis da petroleira fecharam o último pregão (do dia 09/07/2013) a 52 centavos e no último dia útil de 2012 (28/12) a ação estava cotada a 4,38 reais.

A perda não se aplica ao plano dos funcionários que ingressaram no banco até 24 de dezembro de 1997, afirma a reportagem.

Segundo informações do site da Previ, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil foi criada em 1904 e é o maior fundo de pensão da América Latina.

Fundo dos Correios também teve perdas

Além do fundo do Banco do Brasil, o fundo de pensão dos funcionários dos Correios também sofreu prejuízos com as ações de Eike Batista, segundo a Folha.

Ambos os casos evidenciam alguns riscos dos fundos que são patrocinados por empresas, com vistas à aposentadoria dos funcionários. Apesar desse tipo de investimento ser muito vantajoso por oferecer baixas taxas e contrapartidas da empresa, o funcionário deve ter alguns cuidados para não comprometer sua aposentadoria.

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