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Crédito educativo | 04/01/2012 14:44

FIES é a melhor opção para financiar a faculdade

Mesmo com os problemas do programa, para quem se encaixa nos pré-requisitos, vale a pena tentar o FIES

Divulgação

Campus da PUC-RIO

Universidades como as PUCs do Rio e de São Paulo são conveniadas ao FIES

São Paulo – O novo ano se inicia com novos projetos, e um deles pode ser cursar uma faculdade ou pós-graduação. Alguns cursos em instituições conceituadas podem custar bem caro, mesmo para profissionais qualificados em início de carreira. Nesses casos, um empréstimo educacional, como o Programa de Financiamento Estudantil do governo federal (FIES), pode ser uma saída interessante e de baixo custo.

O FIES é a linha de crédito mais barata existente no mercado para quem quer cursar uma graduação. A taxa de juros é de apenas 3,4% ao ano, uma pechincha para esse tipo de financiamento. Mas para obter o crédito, é preciso atender a uma série de requisitos, sendo o principal deles a renda familiar.

O financiamento mínimo é de 50% do valor do curso, apenas quando as mensalidades corresponderem a uma quantia entre 20% e 40% da renda bruta per capita familiar. É possível financiar até 75% caso o peso das mensalidades no orçamento fique entre 40% e 60% da renda bruta per capita familiar; e 100% se o valor ultrapassar os 60%.

Mas isso não significa que o FIES é destinado apenas para o segmento de baixa renda. Um jovem que se sustente sozinho, em início de carreira, com renda bruta mensal de 3.000 reais, poderia tentar um financiamento de 75% do valor de uma segunda faculdade que custasse 1.500 reais por mês. O mesmo vale para as famílias. Uma mensalidade de 1.000 reais em uma boa faculdade corresponde a 50% da renda bruta per capita de uma família com quatro pessoas e renda mensal de 8.000 reais.

Pague a faculdade só depois de formado

Também é exigido que o estudante esteja matriculado em um curso participante do programa e bem avaliado pelo MEC. Alunos formados no Ensino Médio a partir de 2010 deverão, ainda, ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Não é preciso ter concluído o processo de matrícula, pois a taxa de inscrição também entra no financiamento.

Além da taxa de juros baixa, outra grande vantagem do FIES é a forma de cobrança das parcelas. Durante o curso, o estudante paga um valor máximo de 50 reais a cada três meses, referente ao pagamento dos juros. Após a conclusão do curso, o estudante continua pagando a mesma quantia a cada três meses durante um período de 18 meses, que utilizará para recompor seu orçamento. Encerrada a carência, o saldo devedor será parcelado em até três vezes o período financiado, mais 12 meses. Ou seja, se foram financiadas mensalidades por quatro anos, o devedor tem até 13 anos (3 X 4 mais 1 ano) para amortizar sua dívida.

Com essas condições, um curso de quatro anos, com semestralidade de 6.000 reais e 100% de financiamento sairá por 68.000 reais, menos de uma vez e meia o valor total do curso sem financiamento - nada mau para quem quer dar uma turbinada na carreira. Mas para aproveitar essas condições, é preciso também ter até dois fiadores, com renda bruta mensal de pelo menos duas vezes o valor da mensalidade. Ou então optar pela fiança solidária, em que grupos de três a cinco participantes do FIES se comprometem como fiadores uns dos outros.

As inscrições no FIES podem ser feitas em qualquer época do ano por meio do site do programa.

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