Rio de Janeiro - Quem buscar hospedagem em Cuiabá para assistir ao jogo entre Chile e Austrália, pela primeira fase da Copa do Mundo, vai encontrar preços duas vezes mais altos que os cobrados no Rio de Janeiro para o dia da final no Maracanã, de acordo com pesquisa feita pelo portal Trivago, especializado na comparação de preços em sites de reserva de todo o mundo.

O levantamento, adiantado para a Reuters, levou em consideração todas as datas dos jogos da Copa nas 12 cidades-sede, e apontou como valor mais alto os 1.674 reais cobrados, em média, pela acomodação no dia 13 de junho na capital mato-grossense.

O valor é quatro vezes o da hospedagem mais barata, registrada em Fortaleza no dia 4 de julho, data de uma das quartas de final, na qual o Brasil pode ser uma das equipes em campo.

A diária média na capital cearense nessa data é de 438 reais, três reais abaixo do computado para o dia seguinte em Salvador, onde ocorre outro jogo das quartas em a seleção brasileira pode jogar.

Mesmo no caso de partidas com seleções consideradas menos tradicionais, os preços em cidades como Cuiabá e Brasília continuam mais elevados em relação a outras sedes.

Hospedar-se na capital do país para ver o confronto entre Colômbia e Costa do Marfim, em 19 de junho, custa em média 1.248 reais, o dobro dos 621 reais calculados para São Paulo no dia do jogo de abertura da Copa do Mundo, entre Brasil e Croácia, em 12 de junho.

O levantamento realizado mês a mês desde o início do ano, no entanto, revela uma tendência de queda nos preços à medida que se aproxima o início do torneio.

Em janeiro, por exemplo, as acomodações no Rio para a data da final custavam 1.441 reais em média, valor que agora caiu para 816 reais.

Entre os motivos apontados para a diminuição nos preços está a procura menor do que a esperada e a devolução, a partir de fevereiro, de grande parte das reservas que se encontravam bloqueadas por contrato pela Match, operadora oficial da Fifa, desde 2008.

Dados divulgados pelas unidades estaduais da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) apontam taxas de devolução acima de 70 por cento em cidades como Fortaleza e Natal, provocando grande aumento de oferta e reduzindo as projeções de ocupação no período da Copa.

Tópicos: Copa do Mundo, Futebol, Esportes, Hotéis, Preços