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Bolsa e batom | 13/07/2012 16:50

Cresce número de mulheres que investem na bolsa

O número de mulheres no mercado de ações quadruplicou em seis anos. Elas estão mais bem informadas e são cautelosas em suas escolhas financeiras

Roseli Loturco, da

Getty Images

Mulher executiva

Mulher entre homens: Elas demoram mais a entrar na bolsa, mas, quando entram, se preparam melhor antes de escolher o produto financeiro

 

São Paulo - Apesar de ainda conservadoras (a maioria das mulheres prefere a poupança segundo pesquisa do instituto Sophia Mind), elas estão cada vez mais bem informadas sobre investimentos de maior risco e carregam particularidades que as fazem ser vistas com respeito por especialistas desse meio.

São cautelosas por natureza, estudiosas e, consequentemente, mais assertivas do que os homens. Isso porque demoram mais a entrar na bolsa, mas, quando entram, se preparam melhor antes de escolher o produto financeiro.

"A mulher busca conteúdo aprofundado e bons fundamentos sobre a empresa em que irá investir", diz Hélio Pio, gerente da Ágora invest, uma das maiores corretoras de valores do mercado nacional. Lá, 30% de seus 130 000 investidores ativos já são mulheres.

"O lado racional e detalhista predomina entre as mulheres, que também não se deixam levar por boatos quando o assunto é dinheiro."

Corretagem zero

De olho no público feminino, as corretoras de valores criam iniciativas para fisgar a investidora. A Spinelli, por exemplo, resolveu zerar a taxa de corretagem para as mulheres que fizerem qualquer tipo de movimentação ou aplicação financeira em 8 de março, dia internacional da Mulher.

Na prática, elas (e só elas, não eles) deixarão de pagar o equivalente a 16,90 reais por ordem de compra executada no lote padrão. Para quem costuma realizar várias operações num único dia, esse valor pode atingir a casa de centenas de reais. "É um presente para as mulheres", diz rodrigo Puga, responsável pelo homebroker e pela carteira de 10 000 investidores da Spinelli.

Há quatro anos, o público feminino representava 10% de seus clientes. Hoje já soma 25% do total. "O que mais me impressiona é que mesmo em ano de crise na bolsa, como foi 2011, quando muitos investidores abandonaram suas aplicações, as mulheres ampliaram seu espaço." e isso só se explica porque elas pensam no longo prazo e não saem correndo no primeiro susto.

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