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Veículos | 19/05/2010 14:13

Comprar carro em leilão é só para quem gosta de correr risco

É possível arrematar um veículo usado com 30% de desconto, mas as chances de ter uma surpresa desagradável tampouco são pequenas

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Pátio da Sodré Santoro em Guarulhos: a empresa leiloa cerca de 300 carros por dia

São Paulo - Infortúnio para uns, oportunidade de negócio para outros. Quando a inadimplência do comprador culmina na apreensão do veículo, há quem se beneficie na outra ponta da cadeia. Os carros retomados pelos bancos e financeiras são levados a leilão para cobrir a dívida pendente. O resultado é a oferta de veículos até 30% mais baratos que os encontrados no mercado de usados. Estes automóveis dividem o pátio das empresas de leilão com carros recuperados por seguradoras depois de acidentes e roubos, além daqueles descartados por grandes companhias na renovação da frota.

Ressaltada a vantagem de um preço aparentemente irresistível, vale lembrar que os riscos do arremate não devem ser desprezados. O maior deles é a impossibilidade de avaliar a condição do motor e do câmbio, já que é proibido ligar o carro antes da compra. "O consumidor só vai descobrir quais consertos devem ser feitos depois de ter feito a aquisição no escuro. Se o veículo estiver totalmente condenado por ter enfrentado uma enchente, por exemplo, ele vai amargar o prejuízo sozinho", diz Antônio Gaspar de Oliveira, diretor do Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios de São Paulo). Geralmente, as empresas abrem visitação nos dias que antecedem o leilão, mas só deixam que os clientes avaliem o carro externamente. Análise que, em muitos casos, não contempla sequer a abertura do capô.

"Leiloamos 300 carros por dia, então não há como manter a chave nos carros. Já enfrentamos roubos quando fizemos isso", afirma Luiz Fernando Sodré, leiloeiro da Sodré Santoro. Apontada como a maior empresa de leilões do país, a Sodré Santoro comercializa veículos presencialmente e pela internet em pátios espalhados por São Paulo, Maranhão, Pernambuco, Amazonas e Minas Gerais. 

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