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Listar as dívidas e os rendimentos de aplicações pode ajudar a aprimorar os investimentos
São Paulo - Quando a desorganização financeira chega ao ponto de causar uma sensação de desconforto é o momento de dedicar algum tempo para repensar o controle das finanças. E os finais de semana podem ser as melhores horas para se fazer isso. Bancos, corretoras e outros serviços não funcionam aos sábados e domingos, mas nos dias de folga é possível adiantar muita coisa e deixar engatilhadas as tarefas que devem ser levadas a cabo nos dias úteis: organizar despesas, dívidas, investimentos e novas fontes de renda.
Jurandir Sell Macedo, consultor de finanças pessoais do Itaú e professor da UFSC, recomenda que em todo final de semana pelo menos meia hora seja dedicada à avaliação das finanças. “Pode ser desagradável no começo, mas depois vira rotina. E se você não faz um controle financeiro, o cônjuge vai fazer ou o gerente do banco, que vai ligar para dizer que a conta está sem crédito. Então, é melhor que a própria pessoa controle as finanças, porqie ela sabe melhor que ninguém como buscar o seu bem-estar”, orienta.
Veja a seguir as dicas que a reportagem da EXAME.com selecionou para que algumas horinhas do final de semana sejam valiosamente desfrutadas.
Reavaliar as dívidas: busque formas de pagar menos juros
É sempre bom começar o planejamento pelas dívidas, pois este é o ponto mais crítico. Algumas dívidas têm juros altíssimos e deve-se evitar ao máximo postergá-las. A principal recomendação é fazer uma lista para verificar quais delas têm maiores taxas de juros e devem ser quitadas prioritariamente. Depois, deve-se avaliar formas possíveis de se fazer uma renegociação.
Segundo a Proteste – Associação de Consumidores, as taxas de juros anuais do crédito rotativo podem chegar anualmente a até 621,38% no caso de cartões de supermercados e a 549% em cartões de postos de combustível. E de acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa média do rotativo do cartão de crédito é de 238,3% ao ano. Se estas dívidas forem refinanciadas pelo crédito consignado (cujas parcelas são descontadas da folha de pagamento), por exemplo, pode haver uma grande economia, já que as taxas custam em média 1,93% ao mês (23,16% ao ano), segundo o Banco Central.
Migrar o saldo devedor por meio da chamada portabilidade de crédito também pode representar uma boa economia de juros. A queda das taxas cobradas em linhas de crédito do BB e Caixa abriram uma boa oportunidade para quem tem dívidas mais caras em outro banco e deseja reduzi-las. Veja neste link quando vale a pena migrar a dívida para outros bancos.
A portabilidade no caso de financiamentos de imóveis pode representar economias de mais de 100.000 reais. Na Caixa, algumas linhas de financiamento imobiliário caíram para 9% ao ano. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Finanças, Perícias e Cálculos (Ibrafin), Anísio Castelo Branco, as taxas cobradas por outros bancos variam em torno de 12%. Tomando como exemplo um financiamento de 450.000 reais, em 30 anos, com uma taxa de juros de 12% ao ano, se o cliente transferir a dívida para a Caixa quando ainda tiver um saldo devedor de 375.000 reais e ainda restarem 25 anos de parcelas é possível economizar um total de 128.761 reais migrando a dívida.
As tabelas de taxas de juros médias de diferentes tipos de empréstimos e financiamentos divulgada semanalmente no Banco Central ajudam o devedor a ter uma ideia de onde é possível conseguir uma taxa menor. Escolhidos os bancos onde é possível encontrar uma linha de crédito mais barata - ou mesmo se isso for possível no seu próprio banco - basta marcar na agenda o dia e o horário para ir a uma agência conversar com o gerente. Leia mais sobre os fatores que ajudam você a conseguir juros menores.
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