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Buscar uma renda extra ou vender um patrimônio podem agilizar a transformação
São Paulo - Passar do status de endividado a investidor pode parecer uma transformação muito difícil e demorada. Mas com um pouco de esforço, é possível transformar as finanças com mais rapidez do que se imagina. EXAME.com ouviu consultores para traçar um plano da melhor maneira de fazer uma faxina na vida financeira, em quatro etapas: endividado, zero a zero, poupador e investidor.
1. Endividado
Este primeiro passo, para muitos, pode ser o mais difícil de resolver em pouco tempo.
O consultor financeiro Mauro Calil sugere que se comece pelo mais básico: “A pessoa deve listar todas as dívidas, os montantes e os juros de cada uma. Em seguida, fazer uma planilha com todas as receitas, as despesas necessárias, as "super" necessárias e as esporádicas, que são os gastos por impulso. Com isso, você vê a sua capacidade de geração de renda, e o quanto é necessário para sanar as dívidas”.
O passo seguinte é a redução de gastos que não são imprescindíveis e, então, a quitação da dívida. "A pessoa deve sempre dar prioridade à dívida com a maior taxa de juro", orienta Calil.
Dependendo do tamanho da dívida, essa etapa pode demorar a ser concluída. Aí, cabe outra medida: “Se você vir que vai levar anos para sanar a dívida, cabe outra providência: lance mão de um patrimônio de alta liquidez, como um carro ou uma moto, que possa ser vendido para quitar a dívida."
Com o dinheiro na mão, parta para a negociação, avaliando quais credores oferecem as melhores condições. “Se a pessoas têm uma dívida de 10.000 reais, ela deve procurar quitá-la de uma vez, forçando descontos”.
E por fim, o consultor recomenda que a negociação não seja desonrada em hipótese alguma. “É preferível não pagar a dívida e ter que negociar com um juiz do que negociar o pagamento e não honrar”, afirma Calil. Veja como se livrar dos problemas com dívidas em 10 dias.
2. Zero a zero
Depois de dar adeus à vida de devedor, você deve dar mais um importante passo: manter-se em abstinência de dívidas.
Anísio Castelo Branco, presidente do Instituto Brasileiro de Finanças, Perícias e Cálculos (Ibrafin), diz que isso pode ser mais fácil se você começar a planejar os seus gastos variáveis. "No Brasil, nós vivemos o problema da CLT: se você tem um salário de 3.000 reais, é isso que você vale. As pessoas acabam se limitando ao que ganham", diz.
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