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7,25% | 16/01/2013 20:32

Como ficam poupança e renda fixa com Selic estável em 2013

Mais uma vez Banco Central mantém a taxa básica de juros em 7,25%, mantendo a rentabilidade para poupança e aplicações de renda fixa no início de 2013

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Cofre de porquinho

Selic estável reduz a chance de grandes ganhos na renda fixa

São Paulo – Na primeira reunião do Copom em 2013, o Banco Central manteve a taxa Selic em 7,25% ao ano nesta quarta-feira. Isso significa que não há alterações no rendimento da caderneta de poupança e nas demais aplicações de renda fixa atreladas à taxa básica de juros e ao CDI, como fundos DI, alguns títulos do Tesouro Direto e os CDBs. Para o mercado, esse patamar de Selic veio pra ficar: de acordo com o último Boletim Focus, 2013 deve terminar com essa taxa de juros.

Ou seja, se esta previsão se concretizar, os rendimentos das aplicações atreladas à taxa de juros, que são as mais seguras e que podem ser resgatadas a qualquer momento sem perdas, ficarão assim até o fim deste ano:

Prazo de investimento Velha poupança* Nova Poupança* CDB 90% do CDI Fundo DI com taxa de 1,0% a.a. Tesouro Direto**
6 meses 3,04% 2,51% 2,48% 2,37% 2,64%
12 meses 6,17% 5,07% 5,20% 5,00% 5,54%
18 meses 9,39% 7,71% 8,18% 7,89% 8,72%
24 meses 12,72% 10,41% 11,08% 10,73% 11,83%
25 meses 13,28% 10,86% 11,92% 11,56% 12,73%

(*) A TR foi considerada zero, pois varia de acordo com a data de aniversário da aplicação e, atualmente, a taxa média mensal tem se aproximado de zero.
(**) Foi considerado o investimento por meio de corretoras que não cobram taxa de administração para aplicações no Tesouro Direto

As rentabilidades da tabela estão líquidas de Imposto de Renda, cobrado a todas as aplicações de renda fixa, com exceção da poupança. É por isso que a caderneta, mesmo sob as novas regras que a remuneram em 70% da Selic mais TR, chega a render mais que as demais aplicações nos prazos mais curtos, quando incide sobre os rendimentos da renda fixa uma alíquota de IR maior. Agora você pode calcular o rendimento dessas aplicações por meio da calculadora comparadora de rentabilidades de EXAME.com, elaborada pelo professor da FGV Samy Dana.

Mesmo que a taxa de juros não se mantenha intocada por mais um ano, é possível que o Banco Central faça pequenos ajustes para cima ou para baixo ao longo desse período. O que, na prática, não muda muita coisa para o pequeno investidor. Trata-se, aparentemente, de uma era de juro mais baixo e razoavelmente estável, em que convém observar certos pontos na hora de investir em renda fixa.

Um deles são os custos dos investimentos, na forma da taxa de administração de fundos e do Tesouro Direto, por exemplo. Isso porque dependendo do prazo, a cobrança de IR e as taxas cobradas para investir podem se tornar bem pesadas sobre uma rentabilidade bruta tão modesta quanto 7,25% ao ano.

A poupança não tem custos nem sofre a incidência de IR. Mas, no momento, CDBs devem pagar mais de 90% do CDI para serem mais vantajosos que a poupança, em função do imposto de renda. Já os fundos DI precisam cobrar no máximo 0,6% ao ano para serem mais vantajosos que a poupança em qualquer prazo.

Pelo mesmo raciocínio, para que as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) sejam mais vantajosas que a poupança em qualquer prazo, é preciso que a corretora não cobre mais que 0,3% ao ano de taxa de administração. Algumas chegam a “cobrar” taxa zero. Mas para quem está disposto a deixar o dinheiro aplicado por mais de um ano, a corretora pode cobrar uma taxa de até 0,7% ao ano que o Tesouro Direto mantém sua vantagem sobre a poupança. Isso porque o Tesouro Direto já tem um custo fixo, a taxa de custódia de 0,3% ao ano, cobrada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). A taxa de negociação de 0,1% foi abolida no início deste ano, deixando o Tesouro Direto mais rentável.

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