Aguarde...
LoteriaMega-Sena deve sortear R$ 19 milhões neste sábado
SorteioMega-Sena pode pagar prêmio de R$ 19 milhões neste sábado
PlanejamentoFalta de planejamento pode estragar sonho da casa própria
Renda fixa Fundos de inflação ainda valem a pena?
InvestimentoComo tornar o Burger King ou o Taco Bells seus inquilinos
CaixaFeirão da Casa Própria começa hoje em cinco cidades
Ranking Os bancos com mais reclamações em abril, segundo o BC
ValorizadoImóveis anunciados no Baixo Augusta sobem 172% em 5 anos
Investimentos5 erros que te impedem de enriquecer
Renda fixa É arriscado trocar CDB por papéis isentos de IR?
Embora tenha começado bem para a renda variável, o primeiro semestre continuou amargando os efeitos da crise internacional. O dólar e o ouro foram os ativos que mais tiveram alta, o que reflete justamente a permanência do cenário de incertezas. Mas após os bons resultados da cúpula da União Europeia no fim de junho, a perspectiva para a Bolsa em julho já é mais animadora.
Os fundos multimercados que conseguem surfar as tendências dos mercados foram os investimentos que se saíram melhor, uma vez que conseguem focar nos ativos mais vantajosos em cada momento econômico. Os fundos de dividendos também renderam bons resultados, por investirem em ações que não sofrem tanto com as oscilações do mercado. Em seguida vieram os papéis prefixados de renda fixa, que ganharam com o ciclo de queda na taxa Selic.
Com isso, os investimentos atrelados à taxa de juros tiveram uma posição apenas intermediária entre o mau desempenho da Bolsa e o bom desempenho das aplicações campeãs. Neste ano, a Selic já caiu de 10,50% ao ano para 8,5% ao ano, o que exigiu mudanças na regra da poupança. Os depósitos feitos a partir de 4 de maio agora rendem 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR) sempre que a taxa de juros estiver menor ou igual a 8,5%, retornando à rentabilidade de 0,5% ao mês mais TR quando o juro estiver acima deste patamar. De 30 de maio (quando a Selic caiu a 8,5%) a 29 de junho, a nova poupança rendeu 0,51%.
Com a queda do juro real para 2,80%, o juro prefixado pago pelos títulos públicos atrelados à inflação (NTN-Bs) também sofreu uma redução. A NTN-B Principal com vencimento em 15 de maio de 2015 à venda em dezembro do ano passado oferecia um juro de mais de 5%, fora a correção pelo IPCA. Hoje, o juro real pago por esse mesmo papel está em 3,43%. Isso é menos do que a NTN-B com vencimento mais próximo, em 2013, pagava em dezembro do ano passado: 4,4%.
O que considerar ao revisar suas aplicações
Além de checar a rentabilidade da própria carteira frente à média do mercado, há também outras avaliações que o investidor deve fazer. Em relação ao patrimônio, diz Paulo Bittencourt, é importante também considerar o imobilizado, que também faz parte dos seus investimentos: “Qual o valor da sua casa hoje? Por quanto um apartamento semelhante foi vendido na sua região? Se seu imóvel não é próprio, quanto outras pessoas pagam de aluguel em apartamentos semelhantes na sua região? Teria como renegociar o seu aluguel?”, diz Bittencourt.
Já em relação à renda, é preciso avaliar quanto é possível continuar poupando mensalmente. Quanto está comprometido com dívidas? É possível poupar mais daqui para frente? Ou suas obrigações financeiras lhe obrigam a reduzir os aportes mensais? É possível cortar algum gasto ou quitar uma dívida antecipadamente? “De nada adianta ganhar 0,6% ao mês em uma aplicação, mas pagar juros em um financiamento de 3% ao mês”, diz Bittencourt. Nesses casos, usar o dinheiro que seria investido para quitar a dívida vale mais a pena.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados