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Cursos e aconselhamento profissional
Além de toda a educação dada em casa, pela família, um planejamento sucessório bem sucedido também pode exigir uma preparação mais profissional do filho, quando ele já tiver idade para isso.
A Ernst & Young, por exemplo, promove um programa internacional que tem o objetivo de preparar herdeiros para assumir os negócios da família. “No programa nós assessoramos o jovem sobre como fazer a sucessão, sobre como não destruir o que foi construído, como dar um gás a mais para a empresa da família e como fazê-la se perpetuar”, explica André Ferreira, sócio-líder de Mercados Estratégicos e Emergentes da Ernst & Young Terco.
O programa é direcionado a jovens sucessores de grandes e médias empresas que passam por uma seleção da empresa. A duração é de uma semana e ocorre em universidades internacionais.
Annalisa Blando Dal Zotto, planejadora financeira e sócia-fundadora da Par+, que oferece serviços de consultoria para gestão familiar, orienta que os filhos que pretendem assumir os negócios dos pais também passem por cursos e programas de trainees. “Se o pai tem uma fábrica de plástico, o filho pode passar por todas as áreas da empresa como trainee ou pode fazer uma pós-graduação fora para se qualificar. E se o filho não tem talento para se profissionalizar na empresa o pai pode prepará-lo para sentar no conselho administrativo da empresa oferecenedo cursos e explicando como funciona a empresa”.
Annalisa explica que algumas instituições realizam justamente cursos voltados à preparação de conselheiros administrativos. Uma delas é a Fundação Dom Cabral.
Annalisa explica que algumas famílias que buscam realizar o planejamento sucessório sem acompanhamento acabam com problemas na transferência de bens ou na administração dos negócios. As consultorias que fazem gestão de patrimônio familiar podem ajudar no processo. Elas atuam como um gestor financeiro da família e estruturam os investimentos estudando formas de otimizar os recursos, passando orientações sobre aquisições ou vendas, administração de imóveis, organização de documentos e outros serviços necessários.
Doação em vida
Alguns pais também ficam em dúvida sobre passar parte do patrimônio aos filhos em vida. “Eu acho arriscado. Imagine um pai rico que tem seis imóveis e resolve dar um para cada filho, e um filho de 22 anos ganha um apartamento de três quartos. Ele passa a pagar condomínio, IPTU e ter gastos que o salário dele de recém-formado não comporta. Então, ou ele terá que sair do apartamento e descer um degrau no nível financeiro, ou ele será sempre dependente dos pais”, avalia Jurandir Macedo.
Annalisa também não concorda totalmente com a doação em vida. Ela acredita que os filhos devem conquistar seu espaço e demonstrar que são responsáveis o suficiente para receber um bem ou administrar uma empresa. “Eu vejo muitos casos em que os pais dão muito dinheiro para o filho e o patrimônio é dilapidado. Eu acho que os pais têm que doar em vida apenas quando filhos demonstram que têm responsabilidade para isso”, opina.
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