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Escolha | 30/01/2013 16:45

Como escolher sua corretora para investir no Tesouro Direto

Saiba quais corretoras não cobram taxas para o investimento e veja quais critérios podem ajudar a definir qual instituição é a melhor para você

SXC

Baú com moedas

Custos são o principal critério de escolha, mas outros fatores também podem influir na decisão

São Paulo – Para investir no Tesouro Direto, é preciso se cadastrar em uma corretora ou banco habilitado para compra dos títulos. Como as corretoras cobram diferentes taxas de administração para realizar o investimento e em alguns casos não cobram taxa alguma, é preciso observar qual delas traz mais vantagens ao investidor.

Veja a seguir os principais critérios, em ordem de importância, para escolher sua corretora. 

1) Prefira corretoras não cobrem taxa de administração

Atualmente, as taxas cobradas pelas corretoras variam de 0 a 2%. Apenas cinco corretoras não cobram taxa de administração para o investimento no Tesouro Direto: CGD Investimentos (antiga Banif), Socopa, investBolsa/Spinelli, Easynvest/Título Corretora e Tullet Prebon Brasil.

Veja a tabela com as taxas cobradas por cada corretora para investir no Tesouro Direto.

“Com a taxa de juros em baixa e o menor rendimento das aplicações, fica evidenciado mais que nunca o custo do investimento”, afirma André Massaro, especialista em finanças pessoais da MoneyFit. Em outras palavras, com o menor rendimento de alguns títulos Tesouro Direto, que foram prejudicados pela queda da taxa Selic, se as taxas forem altas, o rendimento que já não está tão alto fica ainda menor. 

Por isso, as corretoras que não cobram taxas são as melhores para se investir no Tesouro Direto, levando em consideração o fator mais importante atualmente, que é o custo. Mas é claro que se uma outra corretora tiver uma pequena taxa de administração, mas oferecer muitas outras vantagens (como as citadas abaixo), vale pesar qual delas é a melhor.

É importante ressaltar que a corretora apenas faz a custódia do investimento, por isso mesmo elas são chamadas de agentes de custódia. Os títulos públicos comprados são mantidos na CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) em uma conta que fica no nome do investidor. E todas as corretoras são fiscalizadas pelo Banco Central e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

Por isso, o investidor pode procurar a corretora com menor custos, sem se preocupar se essa instituição tem riscos de quebrar ou não. Se a corretora falir, os recursos investidos não são perdidos. O investidor precisa apenas abrir uma conta em outra corretora e pedir a transferência da custódia para a nova instituição.

Vale lembrar também que mesmo sem taxa de administração, o investidor precisa pagar a taxa de custódia à BM&FBovespa, que é de 0,3% ao ano. E a taxa de negociação, de 0,1%, que era cobrada até o ano passado, foi extinta neste ano.

2) Observe se apesar da ausência de taxas você não terá gastos com DOCs

Não adianta pensar na corretora mais barata e esquecer de verificar se ao investir nela você terá gastos com DOC para transferir o dinheiro do seu banco para a corretora. 

O DOC, no entanto, só interfere em casos muito específicos. Como em muitos casos o cliente tem direito à realização de um ou mais DOCs por mês de graça, ou não tem cobrança de DOC para todas as transações online, esse custo não se aplica ao investimento no Tesouro Direto. Verifique junto ao seu banco se você tem direito a DOCs gratuitos. Se sim, pule para o próximo tópico de número 3.

E algumas corretoras permitem a transferência de recursos via boleto bancário. A Spinelli, por exemplo, não tem conta em bancos de varejo, mas permite o depósito via boleto bancário. Se a corretora escolhida tiver essa opção, mais uma vez a questão do DOC não se aplica. 

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