São Paulo - Declarar a poupança no Imposto de Renda é relativamente simples: basta informar o saldo da caderneta na ficha de “Bens e Direitos”, já que o investimento é considerado um bem pela Receita Federal, e declarar os rendimentos obtidos com o investimento na ficha de “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

Para declarar o saldo da poupança, abra a ficha de "Bens e Direitos" da declaração e selecione o código “41 – Caderneta de poupança”.

No campo “Discriminação” indique o nome e CNPJ da instituição financeira, o número da conta e, se ela for conjunta, o nome e o CPF do outro titular.

Em “Situação em 31/12/2014”, declare o saldo da poupança nessa data. Caso a poupança tenha sido iniciada no ano passado, deixe o campo em branco. Da mesma forma, em “Situação em 31/12/2015” informe a quantia que estava depositada na poupança nesse dia.

Ao informar os rendimentos gerados pela aplicação na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, informe o valor na linha “08 - Rendimentos de cadernetas de poupanças e letras hipotecárias”.

Os rendimentos obtidos com a poupança são sempre isentos do IR, ainda que tenham sido recebidos em virtude de decisão judicial que determinou a correção dos valores depositados por índice diferente do fixado para a aplicação.

Informe do banco detalha os valores

Tanto os saldos da poupança em 2014 e 2015, quanto o valor exato dos rendimentos registrados na aplicação financeira, podem ser consultados no informe de rendimento do banco.

Esse documento pode ser enviado por correio, consultado pelo internet banking e em caixas eletrônicos ou solicitado nas agências bancárias.

No informe, os bancos detalham as informações tal como elas devem aparecer na declaração: com o saldo em 2014 e 2015, os rendimentos obtidos no período, além da razão social e CNPJ do próprio banco.

Além de facilitar o preenchimento da declaração, observar o informe é importante porque qualquer diferença entre os dados passados pelo banco e os informados pelo contribuinte podem levar a declaração a ser retida na malha fina.

Poupança pode obrigar o contribuinte a entregar a declaração

Ter dinheiro aplicado na poupança pode obrigar o contribuinte a declarar o Imposto de Renda, conforme duas regras da Receita (veja quem está obrigado a declarar o IR 2016). 

A primeira regra aponta que está obrigado a declarar o IR quem tinha, em 31/12/2015, a posse de bens ou direitos que somavam mais de 300 mil reais.

Portanto, os contribuintes que tinham mais de 300 mil reais na poupança, ou possuíam na data outros bens, como imóveis e carros, que, somados ao valor da poupança, ultrapassaram 300 mil reais, devem declarar o Imposto de Renda.

A segunda regra diz respeito aos rendimentos isentos. Quem recebeu, em 2014, mais de 40 mil reais em rendimento isentos, como é o caso do obtido com a poupança, também deve declarar.

Assim, se você tinha um belo montante investido na poupança, que garantiu um rendimento superior a 40 mil reais em 2015, você estará obrigado a declarar, por mais que não se enquadre nas outras regras de obrigatoriedade para entrega da declaração.

O contribuinte que se encaixou em uma dessas duas regras só estará dispensado da entrega da declaração se for incluído como dependente no Imposto de Renda de outra pessoa (conheça as regras para declarar dependentes no Imposto de Renda).

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