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1º passo | 25/02/2013 15:54

Como declarar o Imposto de Renda pela primeira vez

Programa para preencher a declaração já está disponível; veja como declarar se for a sua primeira vez

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Mão em computador Macbook Air

Declaração de imposto de renda deve ser entregue entre 1º de março e 30 de abril

São Paulo – Os brasileiros que tiveram uma renda tributável igual ou superior a 24.556,65 reais em todo ano de 2012 – como salários acumulados, por exemplo – ficaram obrigados a entregar a declaração de Imposto de Renda deste ano. Quem recebeu mais de 19.645,32 reais no ano, porém, também pode entregar a declaração para obter a restituição, uma vez que teve IR retido na fonte.

Existem outros critérios de obrigatoriedade na entrega da declaração, como ter bens e direitos cujo valor soma mais de 300 mil reais ou rendimentos isentos de mais de 40 mil reais, entre outros. Mas ainda que você se encaixe em apenas um critério de obrigatoriedade, será preciso informar basicamente todos os seus bens na declaração de imposto de renda, ainda que seu valor seja inferior a 300 mil reais, por exemplo. Veja o que deve ser declarado.

A declaração nada mais é que o instrumento utilizado pela Receita Federal para avaliar se o contribuinte pagou mais impostos do que deveria ao longo do ano ou se deve algum dinheiro aos cofres do governo. Essa constatação é possível com o confronto das informações enviadas tanto por parte das pessoas físicas, quanto por parte de empresas, bancos, corretoras, imobiliárias e hospitais. Veja, a seguir, como preencher o formulário pela primeira vez:

1. Reunindo dados

A princípio, é necessário juntar todos os documentos que comprovem os recursos que foram recebidos ao longo do ano passado, como aluguéis e salários. Conhecidos como informes de rendimentos, eles são enviados pela empresa empregadora, pela imobiliária que repassa o aluguel e pelo banco ou corretora onde o contribuinte tem conta ou investimentos. Todos os dados que você precisará informar à Receita estarão discriminados nesses papéis.

Os recibos de compra e venda de imóveis, carros e ações também devem ser guardados. Isso porque o governo fica de olho no ganho de capital colhido pelos contribuintes, identificando os tributos que deixaram de ser pagos com eventuais lucros obtidos ao longo do ano. Mas ainda que não tenha ganhado nada com a negociação destes bens, será preciso esclarecer à Receita que eles existem e fazem parte do seu patrimônio.

Também é necessário reunir recibos e notas que atestem gastos passíveis de dedução, como despesas com educação, saúde e pensão alimentícia. Esses gastos poderão ser subtraídos da sua renda tributável, diminuindo o montante sobre o qual incide a alíquota do IR e, portanto, a quantidade de dinheiro devida em impostos. Financiamentos, consórcios e outras dívidas também devem ser declarados.

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