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Segundo Carlos Mastrobuono, sócio do escritório Walfrido Jorge Warde, o melhor a se fazer no caso de uma falência seria buscar um acordo amigável com os credores. Mas, se não houver acordo, então o caso é decidido por meio de um processo judicial, e o juiz decidirá como será feito o pagamento. Em alguns casos, o juiz pode chegar até mesmo a bloquear o patrimônio do empresário. “Se a empresa praticou atos contrários à lei, os sócios são responsabilizados e podem ter seu patrimônio particular comprometido”, explica.
Uma falência pode trazer prejuízos astronômicos, sobretudo se os sócios forem responsabilizados particularmente. Por isso, a principal orientação neste caso é manter sempre em vista os riscos do negócio para que seja possível prevenir ao máximo uma falência.
Conrado Navarro, sócio-fundador da consultoria Dinheirama, destaca algumas das principais situações que levam uma empresa à falência e que devem ser evitadas: “Gastar com projetos e decisões ainda não avaliadas, confundir gastos pessoais com gastos da empresa - que é o principal problema dos pequenos negócios -, estabelecer prazos de venda sem levar em conta o capital de giro e usar muitos recursos de terceiros são alguns dos fatores fundamentais que devem ser pensados”, diz.
Desvalorização de um imóvel
J.R.T. é proprietário de uma casa que fica próxima ao estádio do Morumbi. Ele conta que depois do anúncio da construção da estação de metrô na região sua casa sofreu uma desvalorização de 50%. “Minha casa valia 1.000.000 de reais e agora, como este metrô deve passar em uma altura que deve acabar com a vista, ela está desvalorizando e agora vale 500.000 reais”. J.R. pretendia vender o imóvel quando os filhos saíssem de casa para reservar parte do valor para a aposentadoria.
Mauro Calil explica que neste tipo de situação, o proprietário deve primeiramente buscar alternativas para o imóvel ou tentar fazer um bom negócio, seja transformando-o em um ponto comercial ou vendendo-o a uma empresa que considere benéficos os projetos previstos para a região. “Um amigo meu morava em uma ótima casa, mas foi construída uma faculdade encostada na parede dele. Para não perder dinheiro com a desvalorização do imóvel, ele inaugurou uma rotisserie no local e obteve bons resultados com o negócio”, diz.
Se não houver este tipo de alternativa, Calil orienta que o proprietário não fique pensando no valor que pagou pelo imóvel, uma vez que isso não fará diferença na venda, e que ele procure vender a propriedade o quanto antes, para que o prejuízo seja o menor possível.
Processos em função de erros profissionais
Profissionais que correm risco de serem processados, como médicos, dentistas, engenheiros ou advogados, podem contratar um seguro de Responsabilidade Civil. O seguro protege o cliente no caso de uma ação judicial por danos causados ao meio ambiente, à saúde dos consumidores e outros eventuais processos.
Segundo Mauro Calil, pouquíssimos profissionais contratam este tipo de seguro. “Dependendo da apólice, ele pode cobrir processos que cheguem a até 500.000 reais e custa algo como uma garrafa de vinho por mês, algo factível com essas classes de profissionais”. Calil acrescenta que no Brasil a população em geral não costuma se prevenir para riscos, mesmo que a prevenção seja simples, como neste caso.
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