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Comprar dólares com antecedência pode evitar que uma alta da moeda inviabilize a viagem
São Paulo - Pensar em possíveis prejuízos pode não ser agradável, mas é a melhor forma de evitar que eles ocorram ou mesmo minimizá-los. Ninguém quer ficar desempregado, enfrentar uma alta do dólar com uma viagem marcada para os Estados Unidos ou ir à falência, mas essas situações não escolhem suas vítimas. Nestes casos, duas estratégias podem minimizar os danos: ter sempre em mente um plano B e fazer um gerenciamento de riscos, isto é, refletir com antecedência sobre todas as possibilidades, sejam elas positivas ou negativas.
"Quem não tem uma estratégia prevista para uma situação de crise pode entrar em desespero procurando opiniões na internet, ou mesmo com um vizinho, e acaba tomando uma decisão emocional, que pode ser desastrosa", diz André Massaro, especialista em finanças pessoais da Moneyfit e trader independente.
Veja a seguir como se preparar para seis crises inesperadas: desemprego, alta de dólar com uma viagem marcada, gravidez inesperada, desvalorização de um imóvel, falência e processos em função de erros profissionais.
Desemprego
O desemprego pode afetar tanto um Steve Jobs, quanto qualquer outro profissional, mas nem todos se preparam para isso. Especialistas recomendam que seja feito um colchão financeiro de emergência, ou seja, uma reserva de dinheiro capaz de manter o padrão financeiro do profissional no caso de ele ficar desempregado. Alguns dizem que o ideal é uma reserva que cubra um ano de despesas, outros sugerem seis meses. “Na minha opinião deve-se pensar em uma reserva para doze meses, que cobre 80% dos casos. O cálculo do quanto deve ser reservado para cada mês inclui todos os gastos, até o presente de Natal e o cafezinho”, explica o consultor financeiro Mauro Calil.
Se o colchão financeiro não foi constituído e a demissão acontecer, entra então a estratégia de pensar em um plano emergencial. É importante que seja realizado um planejamento para a nova situação financeira. Em primeiro lugar, deve-se verificar qual é o valor do seguro-desemprego, da rescisão trabalhista e o saldo no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
O seguro-desemprego é válido para trabalhadores demitidos sem justa causa e o valor do benefício varia de 622 reais a 1.163,76 reais, de acordo com a média dos últimos salários anteriores à demissão. Já o valor da rescisão é calculado com base no último salário recebido, levando em conta o tempo de empresa, o motivo da demissão, a forma como foi feito o aviso prévio e se as férias estavam vencidas ou não. E o saldo do FGTS pode ser sacado em caso de demissão sem justa causa e corresponde ao valor acumulado pelos depósitos mensais efetivados pelo empregador, equivalentes a 8,0% do salário pago ao empregado.
Contar com estes recursos pode ajudar, mas um corte de gastos também deve entrar no planejamento. Se estas medidas não forem suficientes, muitas vezes é melhor abrir mão de investimentos que não tenham sido feitos com a finalidade de suportar uma situação de emergência, como uma aplicação que tinha como objetivo a compra de um novo imóvel. Será melhor do que contrair dívidas, já que um empréstimo normalmente tem taxas de juros muito mais altas do que o rendimento de uma aplicação.
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