O custo de ter qualidade de vida


O Central Park, em Nova York: a cidade com maior custo de vida do mundo

Onde viver custa mais

1º. Nova York (Estados Unidos) - 100,0
2º. Oslo (Noruega) - 88,1
3º. Genebra (Suíça) - 85,5
4º. Tóquio (Japão) - 85,3
5º. Zurique (Suíça) - 84,7

Onde viver custa menos

1º. Bombaim (Índia) - 24,9
2º. Nova Délhi (Índia) - 28,0
3º. Manila (Filipinas) - 28,7
4º. Kuala Lumpur (Malásia) - 29,8
5º. Cairo (Egito) - 31,9

Fonte: UBS - Prices and Earnings Comparison, 2009


O ranking leva em consideração o custo de vida de moradores de 73 cidades do mundo, com base numa cesta de 122 produtos e serviços escolhidos segundo as preferências de consumo de uma família europeia de três pessoas, o que inclui itens como aluguel, alimentação, transporte e aparelhos eletrônicos. Itens inexistentes em determinados países por conta de aspectos culturais - bebida alcoólica e carne de porco em países islâmicos, por exemplo - foram desconsiderados ou substituídos por equivalentes, para não distorcer o resultado.

Todas as cidades têm seus Índices de Custo de Vida calculados a partir da comparação com Nova York, que recebe índice de 100 pontos, e as moedas locais são convertidas em dólar, usando-se a média das taxas de câmbio do período analisado (2006-2009). Entre as cidades brasileiras que figuram no ranking, em ordem decrescente de custo de vida, São Paulo tem índice de 48,9 pontos e divide a 39ª posição com Xangai, na China, e Manama, no Bahrein; já o Rio de Janeiro aparece na 43ª posição, com 44,9 pontos. Devido à grande flutuação de moedas após a crise econômica de 2008, algumas cidades europeias despencaram no ranking, como Londres e Moscou, que saíram do topo da tabela.

A pesquisa do banco de investimentos suíço UBS, que deu origem a este ranking, é feita a cada três anos, e a última edição data de março de 2009. Além dos dados consolidados, o UBS também fornece as comparações de preço de categorias específicas, como vestuário, alimentação e preços de hotéis, presentes nas próximas páginas.

O preço de um jantar


Restaurante em Copacabana: no Rio, um jantar pode sair por menos de 20 dólares

As 8 cidades com restaurantes mais caros (por preço médio de um jantar)

1º. Tóquio (Japão) - US$ 87,00
2º. Oslo (Noruega) - US$ 62,00
3º. Dubai (Emirados Árabes Unidos) - US$ 60,00
4º. Barcelona (Espanha), Caracas (Venezuela), Doha (Catar) e Dublin (Irlanda) - US$ 59,00
5º. Helsinki (Finlândia) - US$ 58,00

As 7 cidades com restaurantes mais baratos (por preço médio de um jantar)

1º. Nova Délhi (Índia) - US$ 13,00
2º. Kuala Lumpur (Malásia) e Rio de Janeiro (Brasil) - US$ 17,00
3º. Johanesburgo (África do Sul) - US$ 18,00
4º. Manila (Filipinas) - US$ 19,00
5º. Bombaim (Índia) e Nairóbi (Quênia) - US$ 20,00

Fonte: UBS - Prices and Earnings Comparison, 2009


Foram consideradas refeições noturnas de três pratos - entrada, prato principal e sobremesa - em bons restaurantes de 73 cidades do mundo, distribuídas em 43 posições (algumas dividem a mesma colocação). A taxa de serviço está incluída no preço médio, mas estão excluídas as bebidas. O ranking das cinco mais baratas conta com uma representante brasileira: no Rio de Janeiro, é possível jantar com menos de 20 dólares. Em São Paulo, a média da refeição é um pouco mais alta: 22 dólares. O ranking se baseia em pesquisa trianual do banco de investimentos suíço UBS. A última edição é de março de 2009.

Quanto custa tomar um banho de loja


Rua em Tóquio: mulheres e homens japoneses pagam caro para se vestir bem

Para elas:

As 7 cidades com as roupas femininas mais caras (por valor da compra)

1º. Tóquio (Japão) - US$ 1310,00
2º. Zurique (Suíça) - US$ 980,00
3º. Genebra (Suíça) e Viena (Áustria) - US$ 930,00
4º. Copenhague (Dinamarca) e Helsinki (Finlândia) - US$ 890,00
5º. Atenas (Grécia) - US$ 860,00

As 7 cidades com as roupas femininas mais baratas (por valor da compra)

1º. Kuala Lumpur (Indonésia) e Manila (Filipinas) - US$ 120,00
2º. Joanesburgo (África do Sul) - US$ 160,00
3º. Mumbai (Índia) - US$ 170,00
4º. Nairóbi (Quênia) - US$ 210,00
5º. Lima (Peru) e Nova Delhi (Índia) - US$ 220,00


Para eles:

As 6 cidades com as roupas masculinas mais caras (por valor da compra)

1º. Tóquio (Japão) - US$ 1440,00
2º. Oslo (Noruega) - US$ 1140,00
3º. Atenas (Grécia) e Viena (Áustria) - US$ 1110,00
4º. Pequim (China) - US$ 1090,00
5º. Paris (França) - US$ 1070,00

As 7 cidades com as roupas masculinas mais baratas (por valor da compra)

1º. Manila (Filipinas) - US$ 200,00
2º. Kuala Lumpur (Indonésia) - US$ 210,00
3º. Bombaim (Índia) e Johanesburgo (África do Sul) - US$ 260,00
4º. Nairóbi (Quênia) - US$ 300,00
5º. Cairo (Egito) e Lima (Peru) - US$ 340,00

Fonte: UBS - 2009 Prices and Earnings Comparison, 2009


O ranking considera o valor de uma compra completa para cada um dos sexos em lojas de departamento de 73 cidades de todo o mundo. Para as mulheres, foi levado em conta o valor de uma calça, um blazer, um vestido de verão, roupa íntima e 1 par de sapatos. Já para os homens, a compra era composta por 1 terno, 1 camisa, 1 calça jeans, 1 par de meias e 1 par de sapatos.

No Brasil, as paulistanas ficam no prejuízo em relação às cariocas: a compra em São Paulo custa 340 dólares, enquanto que, no Rio, sai por 310 dólares. Já os homens cariocas pagam mais: 460 dólares, contra 430 para os paulistanos. A pesquisa do banco de investimentos suíço UBS, que originou o ranking, data de março de 2009, e é realizada a cada três anos.

Quanto se paga por uma escapada no final de semana


Hotel com vista para a Torre Eiffel: escapadas em Paris são um luxo para poucos

As 7 cidades onde é mais caro viajar (por valor de um fim de semana)

1º. Tóquio (Japão) - US$ 1130,00
2º. Londres (Inglaterra) e Doha (Catar) - US$ 1000,00
3º. Paris (França) e Zurique (Suíça) - US$ 990,00
4º. Genebra (Suíça) - US$ 940,00
5º. Amsterdam (Países Baixos) - US$ 930,00

As 6 cidades onde é mais barato viajar (por valor de um fim de semana)

1º. Cidade do México (México) - US$ 290,00
2º. Kuala Lumpur (Malásia) - US$ 310,00
3º. Jacarta (Indonésia) - US$ 330,00
4º. Manila (Filipinas) e Nairóbi (Quênia) - US$ 360,00
5º. Vilnius (Lituânia) - US$ 380,00

Fonte: UBS - 2009 Prices and Earnings Comparison, 2009


O banco de investimentos suíço UBS pesquisou, entre 73 cidades do mundo, quais as mais baratas para uma escapada de fim de semana, aquelas viagens curtas para quem mora nas proximidades. Foram levados em conta aspectos como acomodação para um casal em hotel 5 estrelas, jantar com uma garrafa de vinho, um trajeto de táxi, 2 ingressos para um espetáculo e outras pequenas despesas, como telefonemas ou custos com o transporte público, como metrô e ônibus. O ranking, no entanto, não leva em consideração preços de passagens de ida e volta dos destinos.

Entre São Paulo e Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa é a mais cara. Uma viagem rápida para o Rio pode custar, em média, 520 dólares, enquanto que, para curtir um fim de semana na Terra da Garoa, um casal desembolsa 500 dólares.

As maiores e menores diárias de hotel


Hotel com vista para a Ponte Estaiada: em São Paulo, diárias baratas

Hotéis de luxo

As 6 cidades com diárias mais altas (por preço médio de uma diária)

1º. Tóquio (Japão) - US$ 630,00
2º. Paris (França) - US$ 540,00
3º. Amsterdam (Países Baixos) - US$ 520,00
4º. Nova York (Estados Unidos) - US$ 500,00
5º. Londres (Inglaterra) e Zurique (Suíça) - US$ 480,00

As 8 cidades com diárias mais em conta (por preço médio de uma diária)

1º. Cidade do México (México) - US$ 130,00
2º. Kuala Lumpur (Malásia) e Jakarta (Indonésia) - US$ 140,00
3º. Vilnius (Lituânia) - US$ 150,00
4º. Nairóbi (Quênia) - US$ 180,00
5º. Auckland (Nova Zelândia), Pequim (China) e Montreal (Canadá) - US$ 190,00

Fonte: UBS - Prices and Earnings Comparison, 2009


Hotéis 3 estrelas

As 9 cidades com as diárias mais altas (por preço médio de uma diária)

1º. Genebra (Suíça) e Oslo (Noruega) - US$ 250,00
2º. Nova York (Estados Unidos) - US$ 240,00
3º. Paris (França), Londres (Inglaterra) e Hong Kong (China) - US$ 230,00
4º. Moscou (Rússia) - US$ 210,00
5º. Chicago (Estados Unidos) e Roma (Itália) - US$ 200,00

As 12 cidades com as diárias mais em conta (por preço médio de uma diária)

1º. Pequim (China), Cairo (Egito) e Kuala Lumpur (Malásia) - US$ 60,00
2º. Xangai (China) - US$ 65,00
3º. Jakarta (Indonésia) e Cidade do México (México) - US$ 70,00
4º. São Paulo (Brasil) - US$ 80,00
5º. Buenos Aires (Argentina), Johanesburgo (África do Sul), Nairóbi (Quênia), Sydney (Austrália) e Vilnius (Lituânia) - US$ 90,00

Fonte: UBS - Prices and Earnings Comparison, 2009


Hospedar-se em cidades de elevado custo de vida pesa bastante no bolso. Mas um pernoite na capital paulista está entre os mais baratos do mundo: a média das diárias dos hotéis 3 estrelas é de 80 dólares, a quarta mais baixa entre os 73 países analisados nessa pesquisa do banco de investimentos suíço UBS. Os hotéis cariocas são ligeiramente mais caros: média de 110 dólares a diária, a 7ª mais baixa do ranking geral. Os hotéis de luxo brasileiros, no entanto, se aproximam mais dos mais caros do que dos mais econômicos. No Rio de Janeiro, a diária média dos 5 estrelas é de 290 reais, a 19ª maior do ranking; São Paulo ocupa posição logo abaixo, com uma diária média de 280 dólares.

Os hotéis mais baratos do mundo estão, em sua maioria, nos países emergentes, como Argentina, México, África do Sul e China. Hospedar-se em hotéis africanos ou sul-americanos pode custar até 20% menos do que a média global. A exceção fica por conta de cidades como Montreal, no Canadá, onde a média dos hotéis de luxo é de 190 dólares a diária, ou Sydney, na Austrália, cuja média de hotéis 3 estrelas é de 90 dólares a diária.

Segundo a pesquisa do banco de investimentos suíço UBS, que originou o ranking, as grandes variações de preço refletem fatores como os salários locais, a imagem da cidade, a localização do hotel, seu prestígio em alta temporada e a situação política do país no momento das coletas de dados, feitas entre 2006 e 2009. A pesquisa da UBS é feita a cada três anos e a última edição data de março de 2009.

Quanto se trabalha para comprar um Big Mac?


O famoso lanche do Mc Donald´s é termômetro de poder aquisitivo

As 16 cidades onde se trabalha menos (por minutos de trabalho)

1º. Chicago (EUA), Toronto (Canadá) e Tóquio (Japão) - 12 min.
2º. Londres (Inglaterra), Los Angeles e Miami (Estados Unidos) - 13 min.
3º. Hong Kong, Nova Iorque (Estados Unidos) e Sidney (Austrália) - 14 min.
4º. Dublin (Irlanda), Frankfurt (Alemanha), Luxemburgo (Luxemburgo) e Zurique (Suíça) - 15 min.
5º. Copenhague (Dinamarca), Genebra (Suíça), Viena (Áustria) - 17 min.

As 5 cidades onde se trabalha mais (por minutos de trabalho)

1º. Nairóbi (Quênia) - 158 min.
2º. Jacarta (Indonésia) - 136 min.
3º. Cidade do México (México) - 129 min.
4º. Caracas (Venezuela) - 126 min.
5º. Manila (Filipinas) - 88 min.

Fonte: UBS - Prices and Earnings Comparison, 2009


Lançado em 1986, o Índice Big Mac é produzido pela revista inglesa The Economist para aferir o grau de valorização das moedas ao redor do mundo. Em sua pesquisa trianual de custo de vida, o banco de investimentos suíço UBS também utiliza o índice para calcular quanto um habitante de cada cidade analisada precisa trabalhar para comprar o famoso sanduíche da rede McDonald´s. Assim, é possível conhecer, aproximadamente, o poder de compra de uma população.

Na última edição da pesquisa do UBS, em 2009, foram consideradas 73 cidades. No Brasil, por exemplo, os cariocas precisam trabalhar 11 minutos a mais que os paulistanos para comprar o sanduíche: 51 minutos no Rio de Janeiro contra 40 em São Paulo.

Quanto tempo se trabalha para comprar um iPod nano 8GB?


O iPod é considerado um bom exemplo de produto globalizado e uniforme

As 14 cidades onde se trabalha menos (por horas de trabalho)

1º. Nova York (Estados Unidos) e Zurique (Suíça) - 9h
2º. Los Angeles (Estados Unidos) e Sidney (Austrália) - 9h30
3º. Dublin (Irlanda),Genebra (Suíça), Miami (EUA) e Luxemburgo (Luxemburgo) - 10h
4º. Oslo (Noruega), Montreal (Canadá) e Toronto (Canadá) - 10h30
5º. Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia) e Londres (Inglaterra) - 11h

As 5 cidades onde se trabalha mais (por horas de trabalho)

1º. Bombaim (Índia) - 177h
2º. Nairóbi (Quênia) - 160h
3º. Manila (Filipinas) - 128h30
4º. Nova Delhi (Índia) - 122h30
5º. Cairo (Egito) - 105h30

Fonte: UBS - 2009 Prices and Earnings Comparison, 2009


Seguindo o princípio do Big Mac, a mesma pesquisa da UBS de 2009 analisou quantas horas um profissional médio precisa trabalhar para comprar um iPod nano 8GB em 73 cidades do mundo. Considerando o poder de compra de profissionais do setor automotivo, industrial, da construção civil e outros, a UBS considerou o gadget ''um bom exemplo de produto globalizado e uniforme''.

No Brasil, um trabalhador paulistano trabalha, em média, 46,5 horas. Um carioca tem que trabalhar quase dez horas a mais: para adquirir um iPod, são necessárias 56 horas de trabalho.

As moedas mais supervalorizadas e subvalorizadas do mundo


A moeda brasileira aparece na lista das mais supervalorizadas

As mais supervalorizadas em relação ao dólar

1º. Coroa norueguesa - 93%
2º. Franco suíço - 66%
3º. Real - 31%
4º. Euro - 16%
5º. Dólar canadense - 7%

As mais subvalorizadas em relação ao dólar

1º. Peso (Argentina) - 52%
2º. Dólar de Hong Kong - 49%
3º. Iuane (China) - 48%
4º. Bath (Tailândia) - 42%
5º. Ringgit (Malásia) - 41%

Fonte: The Economist, Índice Big Mac, julho de 2010


Uma moeda está supervalorizada quando vale mais do que teoricamente deveria; da mesma forma, a subvalorização acontece quando a moeda vale menos do que seria o normal. Países com moedas supervalorizadas tendem a ser menos competitivos no mercado internacional, mas têm maior facilidade de manter a inflação sob controle. Para os turistas, se o país visitado tiver uma moeda subvalorizada em relação à sua, os produtos parecerão mais baratos do que os similares de seu próprio país.

O cálculo para determinar se uma moeda está super ou subvalorizada é baseado no conceito de Paridade do Poder de Compra (Purchasing Power Parity - PPP), que considera que, na ausência de impostos, um produto ou cesta de produtos deve custar o mesmo em todos os lugares. Mas justamente por desconsiderar as possíveis taxas, os índices gerados são um pouco imprecisos, e servem apenas para dar uma ideia geral da situação real das moedas do mundo. A moeda-padrão considerada para esse tipo de cálculo normalmente é o dólar americano.

Existem várias maneiras de fazer esse cálculo. Uma das mais famosas é o Índice Big Mac, criado pela revista inglesa The Economist em 1986. O indicador considera o preço do tradicional sanduíche da rede McDonald’s em vários países do mundo para calcular o quanto uma moeda está super ou subvalorizada em relação ao dólar.

No dia 21 de julho de 2010, quando foi calculado o último índice, o preço do Big Mac no Brasil era de 8,71 reais, enquanto que, nos Estados Unidos, era de 3,73 dólares. Pelo princípio da igualdade de preços, R$ 8,71 = US$ 3,73, ou seja, 1 dólar deveria valer 2,33 reais. Mas o dólar, naquele dia, valia aproximadamente 1,77 real. Ou seja, o real estava supervalorizado em 31%.

A moeda brasileira manteve o 3º lugar no ranking em relação a março de 2010, quando estava supervalorizada em 28%. Em razão da crise, o euro, antes empatado com o real, ficou menos supervalorizado, apenas 16% acima de seu "valor justo". Já o iuane, antes moeda mais subvalorizada do mundo, aparece agora em 3º lugar, em razão da maior flexibilidade cambial adotada pelo governo chinês em junho, depois de ser acusado repetidamente pelos Estados Unidos de manter a moeda artificialmente barata para beneficiar as exportações. Quem assumiu o posto de moeda mais desvalorizada do mundo, desta vez, foi o peso argentino, que em março nem figurava no ranking.

Leia a notícia "Está mais barato viajar para a Argentina, dizem especialistas".

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