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Oferta pública de ações deve sair após aprovação do projeto de capitalização
O projeto de lei que trata da capitalização da Petrobras deve ser votado pelo Senado nesta semana. O texto prevê a emissão pelo governo, com valor de mercado, de títulos da dívida pública no valor de cinco bilhões de barris de petróleo extraídos do pré-sal. A injeção de recursos garantirá o investimento na extração do óleo sem que haja comprometimento entre a relação dívida/capital. Assim, novas ações deverão ser lançadas pela estatal para cobrir o cheque em branco da União.
O relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos, senador Delcídio Amaral (PT-MS), rejeitou as cinco emendas apresentadas na casa, de modo que o texto irá à plenário como veio da Câmara dos Deputados. Portanto, segue inalterada a emenda que prevê o uso de até 30% dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para a compra de novos papéis. Só poderão recorrer ao FGTS aqueles que já tenham comprado ações da estatal com dinheiro do fundo, o que poderá beneficiar 248 mil pessoas que possuem 2% do capital da Petrobras.
Com a previsão do crescimento do capital da empresa em até 40%, o consultor financeiro Mauro Calil explica os prós e contras da participação naquela que já foi alardeada como a maior oferta pública de ações que o mercado verá. Confira a entrevista no vídeo abaixo.
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