São Paulo - Diversos investimentos de renda fixa têm seu rendimento atrelado à Taxa DI. Aplicações como Certificados de Depósito Bancários (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e fundos DI são alguns dos exemplos. 

Para facilitar o cálculo do rendimento desse tipo de aplicação, a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip), disponibiliza para consulta gratuita uma calculadora que mostra o rendimento dos investimentos atrelados à Taxa DI em um determinado período. 

Para usá-la, é preciso acessar o site da Cetip e clicar no ícone "Ver mais" dentro do quadro "Taxa DI", que fica no lado esquerdo da página. 

Em seguida, basta informar o valor investido, a data de início do investimento, a data final (que se limita à data corrente) e o percentual da Taxa DI oferecido pelo investimento em questão, por exemplo, 90% ou 100% da Taxa DI, tal como é divulgada a remuneração de alguns CDBs. 

Com todos os campos preenchidos, ao clicar em "Calcular”, a ferramenta informa o rendimento obtido no período analisado e o valor final do investimento. 

Como a Cetip é a entidade responsável por calcular e divulgar a Taxa DI ao mercado, a calculadora é um instrumento muito útil, uma vez que oferece aos investidores de forma simplificada o dado mais fiel possível sobre a variação passada da taxa. 

Mas o que é a Taxa DI?

Para equilibrar seus caixas ao final de cada dia, as instituições financeiras compram e vendem títulos umas das outras. 

Um dos títulos negociados entre os bancos para zerar suas posições é o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), cuja negociação e liquidação é realizada pela Cetip. O CDI é um título semelhante ao CDB, mas só pode ser negociado entre instituições financeiras. 

A Taxa DI, portanto, é a média dos juros praticados nos CDIs transacionados entre os bancos ao longo de um dia. Por isso, alguns participantes do mercado também costumam chamar a Taxa DI apenas de CDI. 

Como a Taxa DI é formada a partir dos juros cobrados nas transações de títulos privados entre os bancos, ela é uma medida do tipo de risco embutido nesses e em outros títulos emitidos e negociados entre instituições privadas. 

Por essa razão, a Taxa DI é usada como um benchmark para o mercado e baliza o rendimento de diversas aplicações de renda fixa. 

De maneira semelhante, os bancos também negociam títulos públicos, mas nesse caso, em vez da Cetip, quem negocia e registra as transações é o Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). A partir da taxa média de juro cobrada nas operações com títulos públicos, portanto, é que se forma a Taxa Selic.

Como ambas as taxas, Selic e DI, são formadas a partir do juro médio cobrado nas operações interbancárias, elas costumam ser próximas, sendo ambas importantes parâmetros para os investimentos de renda fixa.

Vale ressaltar que essas taxas são calculadas diariamente, mas costumam ser mencionadas em sua forma anualizada. Na própria página inicial da Cetip, por exemplo, é divulgada a Taxa DI que corresponde à última taxa diária apurada, mas anualizada com base em 252 dias úteis. No dia 17/06/2014, por exemplo, a taxa era de 10.80%. 

Veja no vídeo a seguir, do professor Samy Dana, da Fundação Getúlio Vargas, o que significa dizer que uma aplicação rende um percentual do CDI:

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