São Paulo – A Caixa lançou nesta terça-feira o CDB Caixa Progressivo, modalidade de CDB pós-fixado em que o percentual do CDI que baliza a remuneração aumenta com o tempo de aplicação. Esse tipo de aplicação de renda fixa é voltado para o médio e o longo prazo, remunerando com percentuais maiores do CDI quem permanece na aplicação por dois ou três anos.

O banco não divulga a taxa máxima, nem em quanto tempo ela pode ser obtida, mas afirma, por meio de assessoria de imprensa, que a taxa final é mais atrativa. “Os percentuais do CDI que o CDB Caixa Progressivo remunera e os prazos para conseguir cada percentual podem variar periodicamente e, inclusive, se adequam ao grau de relacionamento do cliente investidor”, diz nota da Caixa.

A taxa final é determinada no momento em que se fecha a negociação e é proporcional ao volume aplicado. Para investir no CDB Progressivo é preciso ter conta corrente na Caixa e aplicar ao menos 200 reais. A liquidez é diária, mas quanto mais cedo for feito o resgate, menor será a remuneração e maior será a alíquota do Imposto de Renda, que varia de 22,5% para aplicações de até 180 dias, chegando a um mínimo de 15% em aplicações com mais de 720 dias.

A remuneração dos CDBs comuns da Caixa – os que não são progressivos – não costuma ultrapassar os 90% do CDI e apenas para altos valores de aplicação é possível tentar negociar 100% do CDI. Outros bancos grandes também contam com essa modalidade de CDB de longo prazo, que chega, em alguns casos, a remunerar até mais de 100% do CDI. É o caso do CDB Fidelidade do Bradesco e do CDB Recompensa do Santander, que remuneram em até 102% do CDI dependendo do valor aplicado, para prazos maiores de dois anos.

Para quem pretende aplicar até 70.000 reais, valor máximo garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito, é possível conseguir 100% do CDI com liquidez diária em CDBs de bancos médios, que rendem até mais para quem quiser aplicar por prazos maiores. É o caso do Sofisa Direto, CDB do banco Sofisa que possibilita aplicação pela internet.

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