Cálculo considera dados do IBGE para as cidades com IDH mais alto

Quando os filhos crescem e as obriga%26ccedil;ões financeiras deixam de ser tão pesadas, os aposentados ganham a oportunidade de dar uma guinada e tanto na vida. Nesse momento, fica mais fácil para quem tanto praguejava contra o caos urbano se mudar para a beira da praia ou para uma pequena cidade do interior. Não por acaso, a preocupação em identificar os melhores lugares para os aposentados anualmente pauta grandes publicações americanas como a Forbes e o Wall Street Journal. As categorias são muitas e contemplam desde o melhor clima à maior concentração de viúvos dando sopa. Afinal, quem tem dinheiro reservado a essa altura da vida, finalmente se dá ao direito de gastá-lo com o dolci far niente.

Embora o fenômeno não seja tão expressivo por aqui, é certo que muita gente busca começar uma nova história na terceira idade, aliando qualidade de vida à chance de morar em locais mais baratos, tranqüilos ou que simplesmente materializem desejos antigos. “Hoje os idosos se arriscam mais, buscando atividades e sonhos que não puderam realizar em outras etapas", afirma Marisa Assioly, professora de Gerontologia da USP e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria.

Para identificar onde estão aqueles que deixaram de trabalhar, o site EXAME rastreou as cidades brasileiras com maior proporção de aposentados a partir dos dados do Censo do IBGE de 2000. O levantamento considerou apenas as 100 cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano do país. Calculado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o IDH leva em conta a renda, educação e longevidade da população, aumentando de 0 a 1 conforme melhoram os índices alcançados pelos municípios. Vale lembrar que o indicador também foi confeccionado a partir dos mesmos dados fornecidos pelo Censo. Veja nas próximas páginas quais as são cidades campeãs, divididas por número de habitantes.

Conheça o Guia EXAME de Aposentadoria

Tópicos: Aposentadoria, Dados de Brasil, América Latina, Cidades