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Aplicações | 06/07/2011 07:15

A estratégia dos 7 fundos de ações mais rentáveis

Veja onde e como investem os fundos que conseguiram obter retornos bastante positivos mesmo com a queda de quase 10% do Ibovespa no primeiro semestre

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São Paulo – A economia mundial não ajudou quem investe em ações no primeiro semestre. O Ibovespa, principal índice de ações do pregão paulista, registrou uma queda de quase 10% entre janeiro e junho. Ações bastante negociadas, como da Petrobras e das siderúrgicas, prejudicaram muita gente. Mesmo assim, algumas dezenas de fundos souberam fazer uma seleção de investimentos adequada ao cenário macroeconômico mundial e obtiveram resultados bem positivos no período.

A partir de uma consulta à base de dados da consultoria Economática, EXAME.com selecionou os sete fundos com o melhor desempenho até junho dentro de uma base que incluía várias centenas de aplicações. Foram excluídos do ranking todos os fundos em que a maioria das pessoas não pode investir – os exclusivos e os restritos, por exemplo. A lista também não considerou os fundos passivos de ações, em que o gestor deve obrigatoriamente seguir determinado índice (como o Ibovespa ou o IBr-X) na composição de seu portfólio. Só entraram aqueles que são classificados pela Anbima (a associação de bancos e fundos de investimento) nas categorias Ações Livre, Ibovespa Ativo, IBr-X Ativo e Small Caps.

Para privilegiar os gestores que fizeram um bom trabalho de seleção, fundos que investem em apenas uma ação (como da Petrobras ou Vale) ou setor (energia, por exemplo) também foram eliminados - inclusive, se não houvesse sido adotado esse critério, dois fundos que só investem em ações da Cielo (um do Banco do Brasil e outro do Bradesco) teriam liderado o ranking. Por último, foram desconsiderados os fundos que servem apenas de veículos de investimentos dos próprios gestores e não estão abertos ao público. Veja abaixo como e por que os sete melhores fundos do primeiro semestre lucraram tanto:

1 - Polo Latitude 84 FIA, da Polo Capital

Por incrível que pareça, o gestor desse fundo de ações que rendeu 10,3% e ficou em primeiro lugar no ranking dos mais rentáveis do primeiro semestre não teve de tomar nenhuma decisão no período. O Polo Latitude é o que se chama no mercado de fundo puramente quantitativo, em que as ordens de compra e venda são disparadas eletronicamente por um computador. Recheado de dados e fórmulas matemáticas, o computador é capaz de identificar a tendência do mercado e dispara ordens para lucrar nesse determinado ambiente. Tanto faz, portanto, se a bolsa sobe ou cai. O que importa é que o computador seja capaz de identificar a tendência de alta ou de baixa corretamente. Inclusive, o Polo Latitude costuma ir muito bem quando a bolsa cai. Foi assim em 2008, quando a crise derreteu o mercado global de ações, e foi assim agora. É uma boa opção, portanto, para o investidor que está em bolsa, mas gostaria de constituir uma carteira diversificada.

Outra característica típica de um fundo quantitativo é a realização de centenas de ordens de compra e venda em um único dia. O mesmo papel que é a maior posição de um fundo pela manhã pode simplesmente ter desaparecido do portfólio à tarde. O Polo Latitude é vendido apenas para investidores qualificados (aqueles que possuem 300.000 reais ou mais em aplicações financeiras) e tem aplicação inicial de 100.000 reais. O fundo cobra 2% de taxa de administração ao ano e mais uma taxa de performance de 20% sobre o que exceder o CDI. Se o resgate não for programado com 60 dias de antecedência, o investidor também tem que pagar uma taxa de saída de 10%. O fundo tem 94 quotistas e um patrimônio líquido de 64 milhões de reais.

2 – Argos FIA, da Argos

O fundo conseguiu se diferenciar e chegar à segunda colocação no ranking dos mais rentáveis com a aposta de que o Ibovespa não teria um bom desempenho no primeiro semestre. O Argos FIA rendeu 9,4% principalmente porque o gestor se antecipou às quedas das ações da Vale e da Petrobras e ficou vendido nesses papéis. Outra estratégia utilizada foi manter bastante dinheiro em caixa, aguardando oportunidades para a compra de papéis por um preço mais atrativo. O Argos FIA é um fundo classificado pela Anbima na categoria Ações Ibovespa Ativo e exige aplicação mínima de apenas 5.000 reais. Em troca da gestão, o investidor terá de pagar taxa de administração de 3,5% mais 20% do que o fundo exceder o Ibovespa como taxa de performance. 

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