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O título não quer dizer muita coisa, mas o trecho “ele tá de olho na butique dela” é bastante conhecido. Parece brincadeira, mas a música pode ensinar mais do que se imagina. “Severina, minha filha não vai na onda de Pedro. Olha! ele só tem interesse em você, sabe porquê? Porque você tem uma butique, minha filha!”. Substituindo o Pedro por uma empresa e a butique pelo seu dinheiro, é possível estabelecer uma relação com o que os investidores passam diariamente no mercado de ações.
Segundo o coordenador do Mestrado Profissional em Economia da Fundação Getúlio Vargas, Ricardo Ratner Rochman, quem investe está diariamente exposto a fraudadores, interesseiros e a propagandas enganosas. “Com as informações erradas, muitos acabam investindo em empresas que parecem ter grande potencial, mas que acabam falindo e fraudando todos os seus resultados”, explica.
Rochman faz um paralelo com os casos dos bancos Panamericano e Cruzeiro do Sul, que listaram as ações em Bolsa, passavam uma imagem de liquidez e, ao passar por crises, deixaram muitos investidores a ver navios. Ele também faz uma comparação com o IPO do Facebook: “O investidor tem que ficar de na sua 'butique', deve desconfiar de negócios muito promissores. Não existe mágica no mercado e a empresa está de olho no seu dinheiro, ela tenta atrair o investidor para ganhar com isso”, comenta.
O Facebook estreou na bolsa com preço de 38 dólares por ação e a cotação subiu a 45 dólares no primeiro dia. Desde então, porém, não parou de cair até chegar a 11 dólares. Segundo especialistas, o volume de negócios do Facebook reduziu seu ritmo em um momento em que a empresa está realizando importantes investimentos. A companhia tem tido também dificuldades para converter em dinheiro a migração do tráfego da Internet para os aparelhos móveis.
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