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Muito sabiamente Zeca Baleiro diz na letra de Babylon que na vida "nada vem de graça, nem o pão, nem a cachaça".
Jurandir Macedo, consultor de finanças pessoais do Itaú Unibanco e professor da UFSC, faz uma analogia sobre o trecho em um artigo. Segundo ele, quem viveu o período mais recente da economia, com a inflação sob controle, tem desde cedo preocupações com o futuro. “Esses jovens aprenderam o que a hiperinflação dos anos 60, 70 e 80 não deixou que seus pais aprendessem. A tarefa de prover educação financeira, que os pais deveriam dar aos filhos, mudou de mão. Agora são os filhos que ensinam os pais”, analisa.
Macedo explica que a geração criada a “peito de frango” terá que suportar os pais financeiramente, pois para os mais velhos a acumulação de patrimônio foi mais difícil. O fardo não será pequeno para os jovens de hoje: agora, as famílias têm menos filhos para dividir a tarefa de cuidar dos pais e a expectativa de vida cresceu. “Os pais que viveram tentando dar do bom e do melhor para os filhos podem chegar à velhice dependendo destes filhos para sobreviver”. Afinal, nada na vida vem de graça.
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