Aguarde...
foto 3/8
As finanças de Michael Jackson refletem bastante sua trajetória de vida, que foi marcada pela dicotomia entre momentos ilustres e catastróficos.
Uma das grandes sacadas do cantor foi a compra de direitos autorais de uma série de cantores e bandas, entre os quais se destacam “simplesmente” centenas de canções dos Beatles, títulos de Bob Dylan, Elvis Presley e outros. Segundo a revista Forbes, o astro do pop gastou 47,5 milhões de dólares em 1985 para comprar um catálogo que incluía 250 canções dos Beatles. Dez anos depois, a Sony pagou 90 milhões de dólares para ter metade dos direitos, formando uma joint venture chamada Sony/ATV.
Hoje, o valor estimado do catálogo de canções de Michael Jackson, segundo a publicação, é de aproximadamente 1,5 bilhão de dólares e o valor arrecadado com os direitos estaria entre 50 e 100 millhões de dólares por ano.
No entanto, no ano em que ele faleceu, em 2009, foi noticiado que as dívidas do cantor chegavam a 400 milhões de dólares. E alguns dos principais motivos foram os gastos excessivos e os processos movidos contra ele, em especial com o julgamento no qual ele foi acusado de pedofilia, que lhe rendeu despesas que superavam em cerca de 30 milhões de dólares o que ele arrecadava anualmente.
Outra extravagância do cantor, o rancho de Neverland, que além de uma mansão contém um parque de diversões e um zoológico, teve que ser vendido para quitação de algumas de suas dívidas milionárias. Não há um consenso, mas as sondagens indicam que a propriedade foi vendida por 23 milhões de dólares.
Moral da história: nenhum valor no mundo é suficiente para que o dinheiro seja tratado com desleixo. Como diz o velho ditado: "O dinheiro não leva desaforo". "Às vezes a pessoa tem tanto dinheiro que acha que não vai acabar nunca. Essas pessoas acabam tendo visão distorcida do próprio potencial da carreira”, comenta André Massaro, especialista em finanças e economista da MoneyFit.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados