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São Paulo – Em seu novo livro “Os segredos dos casais inteligentes”, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi aconselha os casais a unirem sua renda, seu patrimônio e - por que não - suas contas bancárias, para, juntos, alcançarem os sonhos do casal. Sonhos estimulantes para ambos, e que não passem por cima, necessariamente, dos sonhos individuais de cada um.
O autor do best-seller “Casais inteligentes enriquecem juntos” diz ter decidido escrever esse novo livro para responder às dúvidas dos leitores do livro anterior que ainda não tinham sido bem atendidas. “O ‘Casais inteligentes’ é bem resolvido, mas não foram bem atendidas as situações dos casais que têm situações financeiras mais complexas. Casais empresários – ou em que um dos dois é empresário –, casais que passam por uma transformação significativa na carreira de um dos dois, ou em que um dos cônjuges já tem filhos do primeiro casamento”, explica Cerbasi, em entrevista a EXAME.com.
Conheça a seguir algumas das dicas de Gustavo Cerbasi presentes no novo livro e os principais trechos da entrevista:
É preciso unir as contas bancárias?
Em seu livro, Cerbasi destaca que os casais que têm sucesso financeiro normalmente unem seus patrimônios em um mesmo bolo – quando não as próprias contas bancárias. Sua sugestão é unir as rendas para arcar com todas as despesas da família e com a poupança para os diferentes objetivos, separando uma espécie de mesada individual, igual para os dois, para que cada cônjuge gaste como bem entender ao longo do mês.
Se os cônjuges já tiverem filhos de casamentos anteriores, as despesas com eles devem ser consideradas despesas pessoais e sair dessa “mesada”. Se apenas um já tiver filhos, o outro cônjuge deve receber uma parcela correspondente às despesas com os enteados como forma de “mesada” individual. Mas no caso de esta pessoa reconhecer que sua parcela de uso próprio está muito elevada, essa quantia pode ser usada para uma finalidade como o lazer o casal.
A ideia aqui é tentar manter a individualidade de cada membro do casal, ao mesmo tempo em que é mantida a igualdade. Mesmo quando um ganha mais do que o outro. Para Cerbasi, não é imperativo que se unam as contas bancárias, até porque, por questões de trabalho, nem sempre isso é possível. Mas ele lembra que uma conta por onde passe uma renda maior possibilita aos titulares pagar menos tarifas e obter crédito mais barato, além de outros serviços diferenciados no banco.
“A concentração de recursos possibilita ao casal conseguir melhores investimentos, crédito, flexibilidade para pagar impostos. Mas mesmo que as contas fiquem separadas, o que deve ser unido é o planejamento financeiro”, explica Cerbasi. Ou seja, mesmo que cada um ainda mantenha suas próprias contas e aplicações financeiras, o planejamento familiar deve ser único, e os recursos devem ser unidos para honrá-lo, diz o autor.
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