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Livro | 16/08/2012 14:40

6 truques para passar de endividado a investidor

Casal acompanhado por especialista em finanças passou de devedor a investidor em um ano

A vantagem de considerar esse tipo de despesa como semifixa é a possibilidade de tornar o orçamento mais flexível. Assim como os gastos variáveis podem ser cortados, as despesas semifixas também podem ser reduzidas.

O professor Samy Dana mostra, por exemplo, se vale a pena ter um carro, ou andar de táxi, dependendo das distâncias que o leitor costuma percorrer em um dia. “Eu falo quanto custa manter um automóvel em um ano e digo, por exemplo, que o gasto de um automóvel de 30.000 reais, que seria de 16.000 reais por ano, se estivesse em uma aplicação renderia juros. Assim, eu comparo se andar de táxi não seria mais vantajoso. Para uma pessoa que anda menos de 10 quilômetros por dia, por exemplo, andar de táxi é mais econômico”, diz.

4) Não espere o fim do mês para poupar

Depois de se livrar das dívidas e estar pronto para investir, o agora poupador deve reservar o montante destinado aos investimentos logo no início do mês, e não no final, aconselham os autores. “Depois que o leitor começa a entender quanto vai sobrar no mês seguinte, ele deve passar a poupar para investir logo no início de cada mês. Isto porque muitas pessoas que deixam pra fazer isso no final do mês veem que vai sobrar dinheiro e acabam gastando o que seria investido”, explica Sousa.

No livro, os autores apresentam quais seriam as melhores aplicações para quem está começando e sugerem principalmente investimentos em renda fixa. Há inclusive um apêndice dedicado apenas a explicações sobre as aplicações em Tesouro Direto.

5) Use o cartão de crédito de forma inteligente

Nem vilão, nem melhor amigo. Os autores fogem dos clichês do cartão de crédito para mostrar como usar os cartões de forma inteligente. Além da dica já comentada no item dois (de contabilizar as parcelas como um gasto único), eles orientam, por exemplo, que o leitor negocie as anuidades do cartão para que elas sejam reduzidas ou até suspendidas. E sugerem que, se houver um bom nível de organização e controle, pode ser vantajoso possuir três cartões de créditos diferentes. 

“Se o cartão é pago em dia, não são cobrados os juros do rotativo e o cliente tem a vantagem de ganhar milhas que podem ser usadas para pagar muitas coisas. E o cartão pode até ajudar. Ter dois ou três cartões de crédito com vencimentos diferentes, permite que alguns gastos sejam distribuídos de uma melhor forma. Mas, para isso, é preciso ter boa organização”, diz Samy Dana.

6) Não desista do planejamento financeiro no primeiro mês

Sousa conta que quando seus clientes começam a fazer o planejamento financeiro e colocam sua previsão de gastos na planilha orçamentária, muitos não se conformam ao ver os resultados do primeiro mês. “No final do primeiro mês eles percebem que esqueceram um monte de coisas e alguns chegam a chorar porque não sabem onde o dinheiro foi parar”, explica. Ele diz que alguns desistem no primeiro mês porque acham que o planejamento é muito trabalhoso e querem resultados quase instantâneos.

O casal de clientes usado como exemplo no livro, segundo conta o autor, quando iniciou a consultoria estava com a conta corrente negativa em 500 reais, passou no fim do mês a 852 reais negativos para só no mês seguinte, depois de dois meses, terminar com um saldo positivo de 61 reais na conta corrente e 600 reais em investimentos. “As dívidas não se resolvem de uma hora para outra. Às vezes não é possível resolver a situação no primeiro mês. É preciso anotar todos os gastos, até os bem pequenos para ver como resolver o problema. E alguns deles só são percebidos no segundo mês de planejamento”, explica Sousa. 

O livro “Como passar de devedor para investidor - um guia de finanças pessoais” custa 28,90 reais e pode ser comprado pela internet

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